Feliciano questiona se bolsonarismo se tornou “antievangélico”
Deputado do PL pede respeito à ex-primeira-dama e diz que episódios recentes dificultam o diálogo com o eleitorado
O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) saiu em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) nesta terça-feira, 30, após ataques direcionados a ela nas redes sociais em meio à crise envolvendo a família Bolsonaro.
Em postagem no X, Feliciano pediu respeito à Michelle.
“O que estão escrevendo da minha irmã Michelle Bolsonaro aqui no X não tem cabimento! Respeitem a esposa do meu amigo Jair Bolsonaro! Respeitem a mãe da filha do meu líder! A crueldade é uma triste manifestação da natureza humana”, escreveu Feliciano.
Em outra postagem, o parlamentar criticou criticou a teoria defendida por parte de apoiadores do ex-presidente de que haveria uma conspiração de lideranças evangélicas contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua pré-candidatura à Presidência.
“Lendo os comentários amalucados q deixaram aqui, poderia concluir q o bolsonarismo se tornou um movimento antievangélico. Segundo os amalucados, há uma conspiração evangélica contra o Flávio. Tiro no pé!”, afirmou.
Na sequência, Feliciano disse que a crise recente entre os bolsonaristas tem dificultado o trabalho de lideranças evangélicas.
“A Liderança Evangélica brasileira se esforça diariamente, em todos os 5.569 municípios brasileiros, tentando explicar aos crentes os “equívocos” ocorridos recentemente. Mas o ódio destilado nas redes está deixando tudo mais difícil.”
Michelle deixa o PL Mulher
As publicações de Feliciano foram feitas logo após Michelle anunciar que deixou o comando do PL Mulher nesta terça-feira, 30, em meio à crise interna desencadeada pelos desentendimentos públicos com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A informação foi confirmada em primeira mão para O Antagonista por fontes ligadas ao Partido Liberal no Congresso Nacional.
A decisão ocorre horas depois de Michelle se reunir, na sede nacional do PL, em Brasília, com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto. No encontro, ele tentou convencê-la a participar do evento de mulheres conservadoras organizado pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro, marcado para quarta-feira, 1º. A ex-primeira-dama, porém, manteve a decisão de não comparecer.
Após deixar a sede do partido, Michelle também se reuniu com a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que anunciou mais cedo que também não participará do encontro promovido por Flávio.
A crise se intensificou depois que Michelle divulgou vídeos nas redes sociais relatando ter sido desrespeitada e maltratada pelo enteado durante uma conversa telefônica. As declarações ampliaram o desgaste dentro do PL e levaram dirigentes da legenda a tentar construir uma solução para reduzir a tensão.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)