Farra das ONGs: Kataguiri quer barrar repasses a sindicatos e cooperativas
A proposta também proíbe a destinação de emendas parlamentares — individuais, de bancada ou de comissão — a essas organizações
O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) protocolou um Projeto de Lei Complementar (PLP), que propõe mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal e na LC 210/2024 para vedar o repasse de recursos públicos a sindicatos, cooperativas e entidades a eles vinculadas.
A proposta também proíbe a destinação de emendas parlamentares — individuais, de bancada ou de comissão — a essas organizações.
Segundo o parlamentar, a medida busca impedir o uso político de verbas públicas por entidades que, embora privadas, têm sido utilizadas como canais indiretos de favorecimento.
“Sindicatos e cooperativas não fazem parte da administração pública e, portanto, não estão sujeitos aos mesmos mecanismos de controle e responsabilização. Ainda assim, muitos atuam como instrumentos de desvio e de perpetuação de privilégios, drenando recursos que deveriam atender diretamente à população”, afirma Kataguiri.
O texto do projeto menciona como justificativa o crescimento expressivo nos repasses do Ministério do Trabalho a ONGs, incluindo entidades sindicais — algumas delas sob investigação por irregularidades.
Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, 5 pela Folha de S. Paulo, o total de recursos contratados saltou de 25 milhões de reais em 2023 para 132 milhões de reais em 2024. A maior parte desse montante teve origem em emendas parlamentares ao Orçamento da União, apresentadas por deputados e senadores.
Ministro favoreceu entidade do ABC?
Somente a Unisol, ligada ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, recebeu 17,6 milhões de reais. Deste valor, 15,8 milhões foram repassados a título de um convênio que prevê atuação em Roraima. Esse contrato é custado com recursos do próprio governo federal.
Para efeito de comparação, a Unisol recebeu, segundo a Folha, no máximo 4,2 milhões de reais ao ano entre os governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).
A ONG, no entanto, não explicou à Folha como prestará serviços em Roraima, mesmo sendo sediada em São Paulo.
Para o deputado, o objetivo da proposta é reforçar os princípios de impessoalidade, moralidade e eficiência na gestão do orçamento público, evitando que grupos organizados capturem recursos de interesse coletivo.
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Comentários (3)
Denise Pereira da Silva
06.05.2025 17:18Muito bem, Kim. Já passou da hora essa medida.
Ita
06.05.2025 10:20O problema é aprovar esse projeto no Congresso. Quantos ganham com isso??? quantos concordam com o deputado???? Ah!!! se Deus ajudasse.
Fabio B
05.05.2025 17:45Esse japa sozinho faz mais do que qualquer bancada da chamada direita brasileira, pois em geral é formada por oportunistas mamadores e completos incapazes..