“Falta de gestão eficiente”, diz Tarcísio sobre crise das estatais
Governador paulista comenta ineficiência na gestão das empresas públicas e cita Correios
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), atribuiu a crise das estatais brasileiras à “falta de gestão eficiente”.
“A culpa de as estatais brasileiras estarem do jeito que estão é uma só: falta de gestão eficiente. E o resultado é sempre o mesmo, a conta vem para o cidadão, e o dinheiro que era para virar saúde, segurança e educação escorre pelo ralo da ineficiência”, escreveu o governador no X.
“Achar que os Correios estão quebrados porque é caro mandar carta para a Amazônia chega a ser uma piada.”
Correios aprovam empréstimo
A publicação foi feita após o Conselho de Administração dos Correios aprovar, na sexta, 28, a contratação de operação de crédito no valor de 20 bilhões de reais. Segundo a estatal, o empréstimo é “uma das ações estratégicas de curto prazo que integram o Plano de Reestruturação da empresa“.
“Após a validação das instâncias internas de governança, exigida para operações dessa relevância, a empresa agora finaliza a documentação necessária para envio à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) – etapa que antecede a análise e aprovação pelo Controlador, uma vez que a operação contará com garantia da União“, acrescenta os Correios, em nota enviada a O Antagonista.
lém disso, a empresa afirma ainda “as condições financeiras da operação ainda estão sendo tratadas junto às instituições envolvidas e, por ora, não podem ser detalhadas“.
Todas as informações oficiais sobre o Plano de Reestruturação dos Correios e sobre o andamento da operação de crédito serão divulgadas pelos canais institucionais da empresa”, conclui.
O rombo dos Correios
Os Correios registraram prejuízo de 4,37 bilhões de reais no primeiro semestre deste ano. No mesmo período do ano passado, o déficit foi de 1,35 bilhão de reais.
Apenas no segundo trimestre, o prejuízo foi de 2,64 bilhões de reais.
No primeiro trimestre, a empresa tinha registrado prejuízo de 1,72 bilhão de reais, o que levou a direção da estatal a cogitar aporte de recursos junto ao governo federal.
A crise na estatal levou ao ex-presidente dos Correios, Fabiano Silva, a entregar, em julho, uma carta de renúncia ao Palácio do Planalto.
Para o lugar de Fabiano, o presidente Lula (PT) escolheu Emmanoel Schmidt Rondon, funcionário de carreira do Banco do Brasil.
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Comentários (1)
Claudemir Silvestre
30.11.2025 14:17Lula entrega a gestão das Estatais nas mãos dos “companheiros” de campanha, sem qualquer qualificação para os cargos !!