Falta de diesel leva cidades gaúchas a restringir serviços
Transporte coletivo é reduzido e obras começam a parar
Ao menos 142 prefeituras do Rio Grande do Sul já enfrentam dificuldades para manter serviços públicos devido à escassez de diesel.
O número representa quase 30% dos municípios do estado, segundo levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul, a Famurs.
De acordo com a entidade, gestores municipais passaram a priorizar serviços essenciais, especialmente na área da saúde, como o transporte de pacientes.
Atividades que dependem de maquinário, como obras, começaram a ser suspensas.
A situação também afeta o transporte coletivo.
Prefeituras têm reduzido horários e frequência de ônibus, principalmente nos fins de semana, como forma de preservar os estoques de combustível.
Risco de agravamento
A presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, afirma que o cenário pode piorar nos próximos dias caso não haja medidas para garantir o abastecimento.
“Temos o risco de que isso afete o transporte escolar e o transporte de pacientes para outras cidades. Vamos levar esses dados ao governador e reforçar a necessidade de buscarmos alternativas para garantir o pleno funcionamento dos serviços. Precisamos de respostas efetivas, especialmente por parte do governo federal.”
Casos de restrição no transporte já foram registrados em cidades como São Leopoldo e Novo Hamburgo, onde houve redução de horários e ajustes na operação de linhas.
A crise ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, o que pressiona custos e dificulta importações.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicam queda significativa no volume importado e classificam o momento como de “situação excepcional de risco”.
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