Presidente do STF interrompe férias para contornar crise Toffoli
Presidente do STF já conversou com sete ministros a respeito do caso e viajará para São Luís para discutir o tema com Flávio Dino
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu interromper suas férias e antecipar a volta para Brasília para tentar contornar a crise provocada pela condução do caso do Banco Master pelo ministro Dias Toffoli.
A informação foi publicada pela Globo News e confirmada por O Antagonista.
Desde o início da semana, Toffoli vem sendo pressionado a deixar o cargo. No entanto, o magistrado deixou claro a interlocutores que não há motivos para se afastar do caso. A Folha de S. Paulo revelou que parentes de Toffoli tiveram relações comerciais com o grupo de Daniel Vorcaro. Além disso, o próprio magistrado viajou em um jatinho ao lado de um advogado que representa o banqueiro no Supremo.
Nesta segunda-feira, Fachin conversou com alguns integrantes do Supremo. Conforme apurou este portal, até o momento o presidente do STF já conversou com Alexandre de Moraes, vice-presidente da Corte, com Gilmar Mendes, Luiz Fux, Cássio Nunes Marques, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Nesta terça-feira, ele viajará para São Luís, no Maranhão, exclusivamente para conversar com o ministro Flávio Dino. Fachin também conversou com o Toffoli.
Fachin tem demonstrado preocupação com a repercussão negativa para a imagem do Supremo sobre esse caso. Ele é um dos membros do STF que defende o afastamento do magistrado no caso.
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Comentários (3)
Clayton de Souza Pontes
21.01.2026 08:26Incrível a força desses ministros para se blindarem. O Senado deveria atuar pra trazer o gênio de volta pra garrafa
Edson Barbosa
21.01.2026 00:48O Presidente do STF, tem competência para AVOCAR um processo de outro ministro da corte, em casos excepcionais ........ tenho a impressão que o Caso Master se enquadraria perfeitamente para isso !!!! " Fundamentação Regimental: A avocação (trazer para si a relatoria) pode ocorrer quando houver risco de dano irreparável ou necessidade de garantir a ordem processual."
Luis Eduardo R. Caracik
20.01.2026 11:19Espero que o tão brasileiro espírito conciliatório não prevaleça neste caso. Ministro Fachin, faça o que é certo! Não há jeito certo de se fazer a coisa errada!