Extradição de Zambelli “pode se arrastar por meses”, diz embaixador
Deputada está foragida na Itália, após condenação a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
O embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, afirmou nesta sexta-feira, 27, que o processo de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL), foragida no país europeu, pode “se arrastar por meses”.
Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão, perda do mandato e ao pagamento de multa pela Primeira Turma do STF por invadir os sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
“A situação de Zambelli não é diferente de qualquer outro cidadão que cometeu crime, que está em dívida com a Justiça Brasileira“, disse ao UOL.
“Isso pode se arrastar por meses, e é normal que seja assim, porque tudo obedece a um rito da legislação e um amplo direito de defesa”, acrescentou Mosca.
Ela está foragida desde o fim de maio, quando saiu do Brasil por via terrestre rumo à Argentina e embarcou de avião para os Estados Unidos. A parlamentar, depois, foi para a Itália.
A pedido STF, a Interpol incluiu o nome de Zambelli na lista de difusão vermelha, o que a torna procurada em 196 países.
Prisão preventiva
Em 7 de junho, o ministro Alexandre de Moraes decretou a execução da prisão da parlamentar, após a Primeira Turma ter rejeitado os últimos recursos apresentados por Zambelli.
Ao rejeitar os embargos, ministro classificou o recurso da defesa como “meramente protelatório” e disse que os argumentos revelam “mero inconformismo com a conclusão adotada”.
Trata-se de uma mudança na jurisprudência do STF: desde o julgamento do mensalão, o tribunal só considerava protelatórios os segundos recursos negados.
No caso de Zambelli, este foi o primeiro embargo.
Moraes já havia decretado sua prisão preventiva após pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para “assegurar a devida aplicação da lei penal”.
O ministro também determinou o bloqueio dos bens da deputada.
Em sua defesa, a deputada alega que o hacker Walter Delgatti Neto foi o único responsável pela invasão.
Já Delgatti, que confirma a ação, diz ter agido sob as ordens de Zambelli.
Leia mais: CCJ abre prazo para Zambelli apresentar defesa em processo de cassação
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)