Ex-prefeito de Vitória vai disputar segundo turno ao governo de ES contra governador
Ricardo Ferraço tem o apoio do ex-governador Renato Casagrande, enquanto Lorenzo Pazolini se apoia na alta aprovação na capital
O ex-prefeito Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) vai disputar o segundo turno das eleições para o governo do Espírito Santo contra o atual chefe do Poder Executivo Ricardo Ferraço (MDB).
Com 100% das urnas apuradas, Pazolini tem 49,65% dos votos válidos (1.048.633) contra 34,06% dos votos válidos de Ferraço (719.397). Também disputaram o pleito Helder Salomão (PT), Breno Barcelos (Missão) e Rafael Demuner (UP).
A administração Ferraço é uma continuidade do governo de Renato Casagrande (PSB). No início da campanha, as pesquisas apontavam Ferraço como franco favorito, inclusive para levar em primeiro turno. Mas, aos poucos, o ex-prefeito de vitória ganhou terreno. Tanto que na pesquisa Quaest de véspera das eleições, divulgada em 3 de outubro, Pazolini tinha 34% das intenções de voto, contra 31% de Ferraço e 10% de Salomão. Nos votos válidos, o republicano aparecia com 45%, ante 41% do governador.
Depois de dois mandatos à frente do Espírito Santo e uma passagem anterior pelo cargo, Casagrande renunciou em abril para disputar o Senado, abrindo caminho para que Ferraço, então vice-governador, assumisse o Executivo
Ferraço tentou construir sua candidatura como continuidade da administração de Casagrande, mas também precisou consolidar uma identidade própria depois de assumir o governo. A campanha combinou a defesa da gestão estadual com a apresentação de propostas para infraestrutura, segurança, saúde e desenvolvimento econômico. Mas, mesmo assim, Casagrande não conseguiu transferir todo o seu espólio eleitoral para o correligionário.
Pazolini, por sua vez, entrou na corrida como principal nome de oposição. Ex-prefeito de Vitória, reeleito em 2024, o republicano procurou transformar sua experiência na administração da capital em argumento para a disputa estadual.
A campanha também explorou a ideia de mudança na condução do governo e ele, em alguns momentos, também tentou nacionalizar o debate colocando-se como aliado direto do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ex-prefeito deixou a administração municipal com índice de aprovação na casa dos 70%, e isso foi determinante para que ele conseguisse bons números principalmente na região metropolitana de Vitória.
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