Ex-aliado cobra “exame toxicológico” de Flávio Bolsonaro
Pré-candidato a deputado, Julian Lemos também afirmou que o senador possui patrimônio de até R$ 600 milhões
O ex-deputado federal Julian Lemos (PP, foto) e ex-coordenador da campanha de Jair Bolsonaro na Paraíba (PL) em 2018, desafiou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a fazer “um exame toxicológico” e divulgar o resultado nas redes sociais.
Em publicação no X, o ex-parlamentar insinuou que o senador seria usuário de drogas.
“Flavio, faça um exame toxicológico daqueles feitos com fio de cabelo só para a gente ver no que dá. Depois, publique o resultado no seu perfil. Duvido que você faça isso. Pátria, pó e libertinagem. Poder acima de tudo. Propina acima de todos”, afirmou Julian, que é pré-candidato a deputado federal.
Fortuna de Flávio
Na quarta, 15, Julian também afirmou que o patrimônio de Flávio chegaria a R$ 600 milhões.
Em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, transmitido ao vivo pelo YouTube, ele declarou ainda que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) teria patrimônio de, no mínimo, R$ 150 milhões.
Durante a entrevista, Julian disse acreditar que Flávio desistirá da disputa presidencial.
“Bolsonaro prefere que Lula vença a passar o espólio dele para um [Ronaldo] Caiado, para um [Romeu] Zema e para Michelle [Bolsonaro] . O caso de Michelle é ainda pior, porque Michele, caso fosse eleita, nenhum dos filhos faria o que fizeram no governo do pai. O Flávio operou, meu irmão, ali dentro 24 horas por dia. Flávio é um homem milionário. Eu tô optando aqui, Flávio, perto dos R$ 600, 700 milhões de reais. E o Eduardo no mínimo com 150 [milhões de reais] nos Estados Unidos”, disse.
As declarações do ex-deputado, no entanto, não foram acompanhadas de provas.
Rompimento
Julian Lemos integrou o núcleo político de Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018 e foi eleito deputado federal pela Paraíba naquele ano.
Posteriormente, rompeu com o ex-presidente.
Segundo ele, o afastamento ocorreu porque se recusou a “trair” Antonio Rueda e Luciano Bivar, que comandavam o PSL na época em que Bolsonaro disputou a Presidência da República pela legenda.
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