Ex-advogado de Bolsonaro é condenado por injúria racial
Atendente de pizzaria acusou Frederick Wassef de chamá-la de "macaca" em 2020
Frederick Wassef (foto), ex-advogado de Jair Bolsonaro (PL), foi condenado nesta quarta-feira, 17, a um ano e 9 meses de prisão, em regime aberto, por injúria racial.
Ele foi denunciado pelo Ministério Público por chamar de “macaca” uma funcionária de uma pizzaria em Brasília. O episódio ocorreu em 8 de novembro de 2020.
Na decisão, o juiz Omar Dantas de Lima determinou o pagamento de R$ 6 mil relativos ao dano moral para a vítima. Para o magistrado, “o conjunto probatório confirmou que o réu desqualificou (a atendente) em razão da cor de sua pele”.
“O insulto de ‘macaca’, direcionado à ofendida, feriu a dignidade dela, uma vez que carregado de aviltamento e sentimento negativo. Sem dúvida, algumas expressões carregam em si um significado ofensivo inequívoco. A expressão ‘macaca’ — tão bem retratada na prova oral — carrega intenso desprezo e escárnio. A palavra proferida é suficiente para retratar a intenção lesiva do réu”, decidiu.
Pizzaria
Em 2020, a atendente, Danielle da Cruz de Oliveira, tinha apenas 18 anos. A vítima informou aos policiais que tinha sido chamada de “macaca”, após o advogado alegar que a pizza estava ruim.
“Você é uma macaca! Você come o que te derem”, afirmou Danielle, reproduzindo o que teria dito o Wassef.
Wassef negou todas as acusações.
Segundo ele, a funcionária da pizzaria mentiu e que ele é vítima de “denunciação caluniosa que foi organizada sob orientação de terceiros, visando futura ação indenizatória para ganhar dinheiro, através desta fraude arquitetada”.
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