“Estão tentando calar Bolsonaro, mas ele levantou um exército”, diz Michelle
Ex-presidente da República foi preso preventivamente pela Polícia Federal por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse neste sábado, 22, que há uma “guerra espiritual” no Brasil e que estão tentando calar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu marido, mas que ele “levantou um exército“. As declarações ocorreram após a prisão preventiva do político, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro, que já estava em prisão domiciliar em Brasília, foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, sob justificativa de garantia da ordem pública. Moraes atribuiu a decisão de prender preventivamente Bolsonaro à vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para este sábado. O magistrado também disse que o ex-presidente violou a tornozeleira eletrônica.
Michelle se manifestou por meio de um vídeo publicado no Instagram. Ela não estava na residência no momento em que Bolsonaro foi preso, mas sim no Ceará.
“Chegamos aqui pra nossa reunião de liderança, fizemos uma reunião linda com as nossas líderes, mulheres de bem que vão transformar a nossa nação. E hoje cedo, recebi a ligação, seis horas da manhã, que a polícia estava em minha casa pra conduzir o meu marido, o nosso líder, a maior voz da direita no país, aquele homem que Deus levantou pra cuidar da nossa nação, estava sendo conduzido até a Polícia Federal”, pontua a ex-primeira-dama, no início da gravação.
“Nós estamos vivendo dias difíceis, mas nós estamos de pé, estamos resilientes, crendo em Deus que tudo vai se resolver, porque Deus não perdeu o controle de nada. O sol da justiça vai brilhar no Brasil. É assim que nós cremos. Nós estamos aqui por um milagre. Deus nos resgatou. Deus fez um milagre em 2018, quando aquela facada [contra Jair] era para morte, e o Senhor fez um milagre na vida dele. E nós cremos que nós estamos cumprindo uma missão”.
Michelle ressalta que não é um momento fácil. “Meu coração está com meu marido, com a minha filha, que sofre tanto por tanta injustiça. Eles quiseram calar voz do meu marido em 2018, estão tentando calar a voz dele agora, mas ele levantou um exército. Ele deu voz a um, um exército de pessoas de bem da nossa nação que se reergueram, que amam o Brasil, que entende que a nação tem promessas do Senhor e que elas vão se cumprir”, afirma.
“Nós entendemos que hoje nós estamos vivendo uma guerra espiritual, é o bem contra o mal. E nós não vamos retroceder, nós vamos continuar, nós vamos avançar. O inimigo não vai nos paralisar. Hoje cedo, quando eu tive a oportunidade de falar com ele, eu pedi pra ele não desistir da Laura [Bolsonaro], eu pedi pra ele não desistir de nós, para ele continuar firme, porque eu estarei aqui ao lado dele, junto com vocês, que estão de pé, orando e intercedendo para que tudo venha se resolver”.
Ainda de acordo com Michelle, a família e apoiadores precisam orar pelos seus “inimigos” e por quem os “perseguem”. “Hoje, dia 22, infelizmente, o ministro Alexandre de Moraes, ele age com simbologia. Quando multou o Partido Liberal, multou em 22 milhões de reais. Hoje, dia 22, está sendo preso. Mas, Alexandre de Moraes, eu peço que Deus tenha misericórdia da sua vida, e que você venha se arrepender de todos os seus pecados, que você venha largar, deixar iniquidade de lado. Assim como Deus transformou Saulo em Paulo, eu sei que Deus vai transformar a sua vida”.
Segundo Moraes, o Centro Integrado de Monitoração Eletrônica do Distrito Federal comunicou a violação da tornozeleira eletrônica durante a madrugada.
A prisão é cautelar e não marca o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de detenção à qual Bolsonaro foi condenado na ação penal do golpe de Estado.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Eliane ☆
22.11.2025 16:07Ninguém colabora nos dois lados. Esse cabo de guerra entre os Bolsonaro e Alexandre de Moraes é um atraso de vida.
Fabio B
22.11.2025 15:54O único exército que ele levantou é o de picaretas, e ironicamente esses são os que mais querem mesmo a prisão dele para ficarem com os votos do defunto.