Esse detalhe no pneu pode ser a causa de você ser parado em uma blitz
Saiba como identificar o desgaste e evitar prejuízos antes que seja tarde
Pneu careca é uma expressão usada para descrever o pneu que já perdeu parte significativa do seu desgaste natural, especialmente na região dos sulcos. Esse estado indica que a borracha não oferece mais a mesma aderência, principalmente em pistas molhadas. Em 2025, com o aumento da fiscalização eletrônica e de operações em rodovias, a condição dos pneus se tornou um dos pontos mais observados em blitz e vistorias.
O que é considerado pneu careca pela lei?
O Código de Trânsito Brasileiro define critérios objetivos para identificar quando o pneu está em condição irregular. O ponto de referência é o TWI (Tread Wear Indicator), indicador de desgaste presente nos sulcos do pneu; quando a banda de rodagem atinge o mesmo nível desses marcadores, o pneu é considerado careca do ponto de vista legal.
De forma prática, um pneu é classificado como gasto de maneira irregular quando a profundidade dos sulcos é inferior a 1,6 mm, medida que segue padrões internacionais. Essa regra vale para automóveis, utilitários, SUVs e veículos comerciais leves, pois abaixo desse limite o veículo passa a ter maior espaço de frenagem e mais risco de aquaplanagem.
Quais danos e sinais indicam pneu inseguro?
Além do desgaste excessivo da banda de rodagem, outros danos podem tornar o pneu inseguro, mesmo antes de atingir o limite de 1,6 mm. Problemas como desgaste irregular em apenas um lado, bolhas na lateral, cortes e fissuras na borracha comprometem a estrutura e aumentam o risco de falhas súbitas.
Em fiscalizações, agentes de trânsito costumam verificar tanto a profundidade dos sulcos quanto a integridade geral do conjunto. Por isso, é importante que o motorista reconheça os principais sinais de alerta, observando o pneu com atenção em manutenções de rotina.

Pneu careca gera multa e quais são as consequências legais?
Rodar com pneu careca é infração prevista no artigo 230, inciso XVIII do Código de Trânsito Brasileiro, que trata de veículo em mau estado de conservação ou com equipamento ineficiente. Nesses casos, a conduta é enquadrada como infração grave, com penalidade de multa, pontos na CNH e medida administrativa de retenção do veículo para regularização.
A autuação pode ocorrer mesmo que apenas um pneu esteja em condição crítica, em operações de rotina, blitz, barreiras em rodovias e perícias após acidentes. O veículo só é liberado após a substituição do pneu ou com determinação de prazo para regularização, conforme o tipo de abordagem do agente.
Quais riscos à segurança o pneu careca provoca na condução?
O pneu sem sulcos adequados perde a capacidade de escoar água, aumentando significativamente o risco de aquaplanagem, quando o veículo praticamente “flutua” sobre a lâmina d’água. Em alta velocidade, essa perda de contato com o asfalto pode levar a derrapagens repentinas e perda total de controle da direção.
Outro ponto crítico é a distância de frenagem: com a banda de rodagem desgastada, o atrito com o solo diminui e o carro demora mais para parar, principalmente em pisos escorregadios. Além disso, pneus carecas podem comprometer o desempenho de sistemas como ABS e controle de estabilidade, que dependem do contato eficiente com o solo.
- Maior chance de derrapagens em curvas e manobras bruscas;
- Dificuldade de tração em subidas íngremes e pisos irregulares;
- Risco de estouro do pneu por superaquecimento da estrutura;
- Desgaste prematuro de componentes da suspensão e direção.

Como identificar, manter e evitar o pneu careca no dia a dia?
A forma mais simples de avaliar o estado do pneu é observar o indicador de desgaste (TWI), pequeno ressalto dentro dos sulcos que aparece em vários pontos da circunferência. Quando a banda de rodagem estiver no mesmo nível desses ressaltos, é sinal de que a troca deve ser feita com urgência para manter a segurança.
Alguns cuidados de rotina ajudam a retardar o desgaste, melhorar a dirigibilidade e reduzir as chances de multa por pneu careca, mantendo o veículo dentro das normas de segurança.
- Verificar a calibragem ao menos a cada 15 dias, sempre com o pneu frio;
- Realizar rodízio conforme indicação do fabricante, geralmente a cada 8 a 10 mil quilômetros;
- Fazer alinhamento e balanceamento em intervalos regulares ou ao notar vibrações e puxadas na direção;
- Evitar sobrecarga, respeitando o peso máximo indicado no manual do veículo;
- Inspecionar visualmente cortes, bolhas e deformações após impactos em buracos e obstáculos.
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