Especialistas dizem que redução de ICMS de energia deve ser feita caso a caso

o antagonista

Assine Entre

21.06.2026

logo-crusoe-new
Crusoé
  • Últimas Notícias
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Lado oa!
    • Carros
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Imóveis
    • Tecnologia
    • Turismo
    • Variedades
  • Colunistas
  • Newsletter
Pesquisar Menu
o antagonista X
  • Olá

    Fazer login Assine agora
  • Home

    Editorias

    Newsletter Colunistas Últimas Notícias Brasil Mundo Economia Esportes Crusoe
  • Mídias

    Vídeos Podcasts
  • Anuncie conosco Quem Somos Política de privacidade Termos de uso Política de cookies Política de Compliance Perguntas Frequentes

E siga O Antagonista nas redes

Menu Menu Menu
O Antagonista

Especialistas dizem que redução de ICMS de energia deve ser feita caso a caso

avatar
Gabriela Coelho
5 minutos de leitura 23.11.2021 07:30 comentários
Brasil

Especialistas dizem que redução de ICMS de energia deve ser feita caso a caso

Especialistas ouvidos por O Antagonista afirmam que a decisão do Supremo pela impossibilidade de alíquotas diferenciadas sobre os serviços de telecomunicações e energia foi boa, mas o STF deve avaliar a partir de quando começa a valer. Além disso, que deve ser feita uma análise caso a caso do produto...

avatar
Gabriela Coelho
5 minutos de leitura 23.11.2021 07:30 comentários 0
Especialistas dizem que redução de ICMS de energia deve ser feita caso a caso
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
  • Whastapp
  • Facebook
  • Linkedin
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Especialistas ouvidos por O Antagonista afirmam que a decisão do Supremo pela impossibilidade de alíquotas diferenciadas sobre os serviços de telecomunicações e energia foi boa, mas o STF deve avaliar a partir de quando começa a valer. Além disso, que deve ser feita uma análise caso a caso do produto.

Conforme noticiamos, o plenário do Supremo formou maioria dos votos necessários para impedir a cobrança de alíquotas de ICMS mais altas sobre o fornecimento de energia e telecomunicações. Essa decisão é considerada uma bomba fiscal para os estados e estão estimados R$ 26,7 bilhões em perdas por ano.

Os ministros entendem que os estados devem cobrar a alíquota de 17%, que é a aplicada de forma geral pelos governos. Ou seja, abaixo do que é cobrado hoje sobre energia e telecomunicações, em torno de 25%.

Segundo o especialista tributário Paulo Octtávio Calháo, foi uma boa decisão, especialmente para as empresas que atuam no segmento de telecomunicações.

“Diferente do IPI, em que a Constituição Federal estabelece que o imposto ‘será seletivo”, para o ICMS o texto constitucional prevê que o imposto ‘poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços”. Em razão disso, historicamente, os estados sempre interpretaram o texto constitucional como se a seletividade do ICMS fosse uma mera faculdade, ou seja, caberia ao legislador ordinário – no contexto de sua competência legislativa – definir alíquotas do ICMS, as quais poderiam (ou não) observar o princípio da seletividade”, diz.

Desse modo, de acordo com o advogado, por questões econômicas, muitos estados passaram a estabelecer alíquotas do ICMS que, por vezes, “superavam até mesmo a carga tributária do imposto relativa a produtos supérfluos, normalmente abarcando mercadorias como os cigarros, armas e munições, perfumes, embarcações, dentre outros.”

“O STF deve modular os efeitos de sua decisão, fazendo com que os efeitos práticos em relação aos estados passem a surtir apenas a partir do início do próximo exercício financeiro. Contudo, considerando que contamos com poucas empresas que efetivamente prestam serviços de telecomunicações, é bem provável que todas elas já possuam ações judiciais questionando a inconstitucionalidade de alíquotas que superem as alíquotas básicas”, afirma.

Para Calháo, muito provavelmente os estados tendem a se valer de outros mecanismos para evitar a efetiva restituição do imposto cobrado a maior ao longo dos anos, ao exigir – para fins da restituição do indébito tributário – a autorização formal dos destinatários (consumidores finais), conforme estabelece o artigo 166 do Código Tributário Nacional.

“Em nosso sentir, na prática, este requisito tende a inviabilizar a restituição do imposto referente a períodos pretéritos, devendo este tema ser novamente apreciado e resolvido pelo Poder Judiciário, o que poderá levar muitos anos. Na prática, portanto, existe grande risco dos contribuintes “ganhar e não levar” em relação aos valores pagos a maior ao longo de todos esses anos, somente tendo efeitos práticos a decisão, em termos de redução de custos/preço para as empresas de telecomunicações em relação às prestações futuras”, diz.

Para o tributarista Bruno Teixeira, o que o Supremo está trazendo nesse julgamento é que uma vez que o estado escolhe a seletividade, ele tem que observá-la.

“E observar a seletividade é tributar de uma forma menos onerosa aquelas mercadorias que são mais essenciais à vida humana e às pessoas como um todo. Esse caso especificamente, eu entro já no segundo ponto, ele vem versar sobre a energia elétrica e seletividade da comunicação. Só que ele abre caminho para outros tantos produtos, serviços ou mercadorias tributados pelo ICMS, para que se possa discutir também. Um exemplo é o petróleo. Nós temos uma discussão em voga sobre preço da gasolina e o valor do ICMS que compõe o preço da gasolina. Normalmente, os estados tributam de forma pesada o combustível e os derivados de petróleo. Também há casos de medicamentos”, diz.

Além disso, segundo Teixeira, deve ser feita uma análise caso a caso do produto e convencer o magistrado em relação à essencialidade dele.

“O terceiro ponto é em relação aos efeitos do julgamento para contribuintes e Estados. De fato, você tem uma tributação que é bastante carregada para alguns produtos ou serviços, como citei aqui. Com o julgamento do Supremo, a regra muda. O caso impacta tanto o custo dessas mercadorias e serviços aos contribuintes, quanto a arrecadação dos estados. Além disso, os Estados deverão devolver os valores pagos indevidamente aos contribuintes”, diz.

Nunca foi tão fácil estar bem informado Siga nosso canal no WhatsApp
  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Ciro Nogueira vendeu fazenda para offshore nos Emirados representada por seu advogado

Ciro Nogueira vendeu fazenda para offshore nos Emirados representada por seu advogado
2

Ação nos EUA cita R$ 1,5 bilhão com irmã e pai de Vorcaro

Ação nos EUA cita R$ 1,5 bilhão com irmã e pai de Vorcaro
3

Sabor Lava Jato

Sabor Lava Jato
4

Justiça proíbe Bradesco de encerrar única agência em cidade na Bahia

Justiça proíbe Bradesco de encerrar única agência em cidade na Bahia
5

Zema cita Taylor Swift em vídeo que ironiza Lula e Jaques Wagner

Zema cita Taylor Swift em vídeo que ironiza Lula e Jaques Wagner
6

Primeiro-ministro do Reino Unido prepara renúncia

Primeiro-ministro do Reino Unido prepara renúncia
7

Israel encontra base subterrânea do Hezbollah no sul do Líbano

Israel encontra base subterrânea do Hezbollah no sul do Líbano
8

Credenciais de dois agentes do Pará foram usadas em alerta falso

Credenciais de dois agentes do Pará foram usadas em alerta falso
9

Trump diz que primeiro-ministro do Reino Unido vai renunciar

Trump diz que primeiro-ministro do Reino Unido vai renunciar
10

Zema reafirma críticas a Flávio Bolsonaro por relação com Vorcaro

Zema reafirma críticas a Flávio Bolsonaro por relação com Vorcaro
1

Lula vai conduzir caso Jaques Wagner “da melhor forma possível”, diz Alckmin

Lula vai conduzir caso Jaques Wagner “da melhor forma possível”, diz Alckmin
2

Site oficial de Neymar manda indireta a Lula

Site oficial de Neymar manda indireta a Lula
3

Governo do DF cobra R$ 1 milhão de ONG ligada a ‘Dark Horse’

Governo do DF cobra R$ 1 milhão de ONG ligada a ‘Dark Horse’
4

PF vê semelhanças entre caso Jaques Wagner e propina no BRB

PF vê semelhanças entre caso Jaques Wagner e propina no BRB
5

“Neymar é craque e Lula é presidente turista”, diz Flávio Bolsonaro

“Neymar é craque e Lula é presidente turista”, diz Flávio Bolsonaro
6

Mais um teste para a popularidade artificial de Lula

Mais um teste para a popularidade artificial de Lula
7

Kim Kataguiri desiste de disputar governo de SP

Kim Kataguiri desiste de disputar governo de SP
8

Presidente da Bolívia decreta estado de emergência

Presidente da Bolívia decreta estado de emergência
9

Apoio de Trump a candidato é indiferente para maioria, diz Datafolha

Apoio de Trump a candidato é indiferente para maioria, diz Datafolha
10

Clarita Maia na Crusoé: Reabilitação política e violência doméstica

Clarita Maia na Crusoé: Reabilitação política e violência doméstica
1

Seis pessoas já foram presas por morte de jovem em rope jump

Seis pessoas já foram presas por morte de jovem em rope jump
2

Governo reconhece que falsos alertas afetam credibilidade da Defesa Civil

Governo reconhece que falsos alertas afetam credibilidade da Defesa Civil
3

Rollemberg defende CPI do Banco Master “doa a quem doer”

Rollemberg defende CPI do Banco Master “doa a quem doer”
4

Rodolfo Borges na Crusoé: De volta ao ventre do Atlântico

Rodolfo Borges na Crusoé: De volta ao ventre do Atlântico
5

Paulo Serra deixa disputa ao governo de São Paulo

Paulo Serra deixa disputa ao governo de São Paulo
6

Josias Teófilo na Crusoé: O tempo inverso no cinema

Josias Teófilo na Crusoé: O tempo inverso no cinema
7

Israel encontra base subterrânea do Hezbollah no sul do Líbano

Israel encontra base subterrânea do Hezbollah no sul do Líbano
8

A verdadeira sorte do goleiro Vozinha

A verdadeira sorte do goleiro Vozinha
9

Dennys Xavier na Crusoé: Cronicamente enlameados

Dennys Xavier na Crusoé: Cronicamente enlameados
10

Trump diz que primeiro-ministro do Reino Unido vai renunciar

Trump diz que primeiro-ministro do Reino Unido vai renunciar

Nunca foi tão fácil estar bem informado Siga nosso canal no WhatsApp

Tags relacionadas

energia e telecomunicações energia elétrica STF
< Notícia Anterior

Líder bolsonarista diz que STF precisa ser contido

23.11.2021 00:00 4 minutos de leitura
Líder bolsonarista diz que STF precisa ser contido
Próxima notícia >

CCJ da Câmara volta hoje a discutir revogação da PEC da Bengala

23.11.2021 00:00 4 minutos de leitura
CCJ da Câmara volta hoje a discutir revogação da PEC da Bengala
avatar

Gabriela Coelho

É jornalista formada pelo UniCEUB, em Brasília. Tem especialização em gestão de crise e redes sociais. Passou pelas redações do Jornal de Brasília, Globo, Revista Consultor Jurídico e CNN Brasil. Conhece o mundo do Judiciário há alguns anos, desde quando ainda era estagiária do TSE. Gosta dessa adrenalina jurídica entre pedidos e decisões. Brasiliense, cobriu as eleições nacionais de 2010, 2014 e 2018 e municipais de 2012 e 2020.

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)


Icone casa
Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de cookies.

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.

Assine
o antagonista
o antagonista

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41 Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Anuncie Conosco

Últimas Notícias Brasil Mundo

Economia Lado oa! Colunistas Newsletter

Icone do Twitter Icone do Youtube Icone do Whatsapp Icone do Instagram Icone do Facebook

Quer receber notícias do Antagonista em seu e-mail?

Assine nossa newsletter e receba as principais notícias em seu e-mail

Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem Somos Hora extra Política de privacidade Termos de uso Política de Cookies Política de compliance Princípios Editoriais Perguntas Frequentes Anuncie
O Antagonista , 2026, Todos os direitos reservados, 25.163.879/0001-13.
Background do rodapé