Escolha de Derrite para relatar PL Antifacção irrita governo Lula
Enquanto governistas criticaram, a oposição celebrou a nomeação
A escolha do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do PL Antifacção provocou forte reação na base governista. O nome do secretário de Segurança Pública de São Paulo, que reassumiu temporariamente o mandato na Câmara, foi anunciado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a decisão e disse que a escolha “contamina o debate”.
“A opção pelo Secretário de Segurança do governador Tarcísio de Freitas contamina o debate com os objetivos eleitoreiros de seu campo político. Seguiremos trabalhando no Congresso para que prevaleça o interesse público e seja resguardada a soberania nacional”, escreveu.
Já o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), classificou a indicação como um “desrespeito com o presidente Lula” e afirmou que a medida “beira uma provocação”.
“Colocar nas mãos do secretário de segurança do governador Tarcísio beira uma provocação. Parece um interesse deliberado de não aprovar e de atrapalhar a tramitação da pauta prioritária do governo”, disse.
Apoio da oposição
Enquanto governistas reagiram com irritação, a oposição celebrou a nomeação.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) chamou a decisão de “excelente” e parabenizou Motta e Derrite.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também elogiaram o deputado paulista nas redes sociais.
“Parabéns meu amigo Derrite, vamos pra cima!”, escreveu Flávio.
“Está em boas mãos e não tenho dúvidas que será um divisor de águas para o Brasil”, afirmou Nikolas nas redes sociais.
Derrite afirmou que vai acatar pontos do texto original enviado pelo governo, mas que pretende propor um substitutivo.
“Vou apresentar um substitutivo ao projeto, acatando pontos enviados pelo governo federal, mas introduzindo mudanças de extrema importância para criarmos o novo Marco Legal de Combate ao Crime Organizado no Brasil”, disse.
O deputado defende o aumento das penas para integrantes de facções, prevendo reclusão de 20 a 40 anos para crimes como ataques a carros-fortes, domínio de cidades e instalação de barricadas.
A proposta também amplia a progressão de regime de 40% para até 85% nos casos com resultado morte.
A Câmara deve votar o projeto já na próxima semana. Lula enviou a proposta com urgência constitucional no fim de outubro, o que dá um prazo de 45 dias para análise dos deputados.
Derrite afirmou em suas redes sociais que assume a relatoria “com responsabilidade” e com o objetivo de “lutar pela severa punição daqueles que escolhem o caminho do crime organizado”.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
09.11.2025 08:39Parabéns pela escolha. Derrote é uma esperança de justiça diante de um espaço infestado por ratos vermelhos.