“Erram os que insistem em ignorar que nosso apoio a Tarcísio é incondicional”, diz Kassab
Presidente do PSD diz que presença do governador na Convenção "honrará" o partido, mas que eventual falta será compreendida "sem melindres"
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o apoio à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é “incondicional”.
Segundo o dirigente, a presença de Tarcísio na Convenção Nacional do PSD, marcada para o próximo domingo, 26, “honrará” a legenda.
Caso o governador não compareça, porém, Kassab garantiu que sua ausência “será compreendida sem melindres”.
“𝐓𝐀𝐑𝐂Í𝐒𝐈𝐎 À 𝐕𝐎𝐍𝐓𝐀𝐃𝐄
Erram os que insistem em ignorar que nosso apoio ao governador @tarcisiogdf é incondicional.
Sua presença em nossa Convenção nos honrará. Sua eventual ausência não nos afastará da caminhada à sua reeleição e será compreendia sem melindres. Estamos juntos!”, escreveu Kassab nas redes sociais.
A manifestação ocorre em meio à possibilidade de Tarcísio não participar da convenção, em razão de sua proximidade com a família Bolsonaro, especialmente com o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).
Caiado pré-candidato
No evento, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, terá a candidatura oficializada em chapa que contará com Gilberto Kassab como candidato a vice-presidente.
O movimento acontece em um momento de intensificação da campanha do pessedista. Segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada na terça-feira, 21, Caiado aparece com 7% das intenções de voto na disputa presidencial, atrás do presidente Lula (PT), do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de Renan Santos (Missão).
De olho no eleitorado insatisfeito com a polarização, Caiado tem buscado se apresentar como alternativa à disputa entre petistas e bolsonaristas. A mesma pesquisa aponta que Lula registra 48% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro chega a 50%, cenário explorado pelo ex-governador em seus discursos.
Nas últimas semanas, Caiado endureceu as críticas ao bolsonarismo. Ele responsabilizou a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro pelos impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil e classificou como “infeliz” o pedido do senador para que novas tarifas fossem adiadas para depois das eleições.
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