Erika Hilton pede regra nacional para cota trans em universidades
Deputada federal protocolou ofício ao Conselho Nacional de Educação pedindo regulamentação da medida
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou nesta sexta-feira, 1º, um ofício ao Conselho Nacional de Educação (CNE) solicitando a regulamentação nacional das cotas para pessoas trans e travestis no ensino superior.
A proposta foi feita após decisão da Justiça Federal de suspeder editais da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) voltados exclusivamente a esse público.
No ofício, Hilton pede que o CNE elabore uma resolução normativa com diretrizes claras para vestibulares em todo o país. Ela também solicita que o processo envolva audiências públicas e a participação de organizações da sociedade civil.
A deputada afirma defender a emissão de uma nota técnica para amparar juridicamente as universidades que já adotaram políticas afirmativas semelhantes, como a FURG e a Unicamp.
“A institucionalização das cotas trans, sob uma diretriz nacional clara, representa não apenas um avanço jurídico, mas também ético, social e pedagógico, no enfrentamento das desigualdades que ainda persistem no sistema educacional brasileiro”, diz o documento.
Segundo Hilton, 23 universidades públicas adotam atualmente cotas para pessoas trans, mas estão sob risco de anulação por falta de respaldo normativo.
Justiça anula cota para trans no RS
A Justiça Federal do Rio Grande do Sul anulou a política de cotas para pessoas transgênero instituída pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG).
A decisão, assinada pelo juiz federal substituto Gessiel Pinheiro de Paiva, afirma que a política não tem respaldo na Lei nº 12.711/2012, que regula o sistema de reserva de vagas nas universidades federais.
O magistrado reconheceu a autonomia das instituições, mas afirmou que “isso não significa que elas possam criar regras novas sem que exista uma lei que permita isso”.
Critérios questionados
A decisão judicial também apontou falhas nos dados utilizados pela FURG para justificar a criação das cotas, por serem de entidades privadas sem metodologia verificável.
O modelo de seleção — baseado em memorial descritivo com critérios subjetivos como vivência da transição e expectativas com o ingresso — foi criticado por violar os princípios constitucionais da impessoalidade e da meritocracia.
Mesmo com a anulação dos editais, a Justiça determinou que os estudantes já matriculados poderão concluir as disciplinas em andamento e aproveitar os créditos em futuros processos seletivos regulares.
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Comentários (6)
Andre Luis Dos Santos
02.08.2025 15:30Consigo entender e apoio cotas raciais e cotas para alunos vindo de escolas publicas, mas porque tem que haver cotas pra pessoas trans? Isso é ridiculo e tem que ser barrado na origem. Quer ser trans, seja trans, agora va estudar como todo mundo e não ficar fazendo pressão por cotas.
Marian
02.08.2025 15:30O que dizer disso ? Basta um caderno, lápis e um professor dignamente remunerado, que o problema está resolvido PARA TODOS.
GERALDO CARVALHO
02.08.2025 13:18Por qual razão uma população tão irrelevante estatisticamente deveria ter cota, qual a dificuldade em estudar? Esse travesti vigarista só cria confusão, barraco e problemas. È um negro que com dinheiro publico quis virar loura. Deveria ser cassado por usar dinheiro publico para se embelezar.
Caetano Da Rocha Braga
02.08.2025 12:31Isso depõe contra a capacidade intelectual das pessoas trans. Ser trans não significa falta de oportunidade de estudo adequado. Ela mesma é bom exemplo disso, pois demonstra excelente aptidão na função que exerce. Não precisou disso!
Maraci Rubin
02.08.2025 11:46Pra quê cota trans? Isso é um absurdo. Por acaso todos têm ou tiveram limitação de acesso ao bom ensino? Não. Quem teve então deveria se encaixar em alguma cota já existente.
LEDI MACHADO DOS SANTOS
02.08.2025 11:09Por que pessoas trans não podem estudar o suficiente para concorrer com os demais mortais?