Erika Hilton pede prisão de Nikolas por respostar laudo falso da PF
PF confirmou ao portal Metrópoles que documento divulgado é falso
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou a Justiça Eleitoral nesta sexta-feira, 4, pedindo a prisão do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) por divulgar nas redes sociais um laudo falso atribuído à Polícia Federal (PF).
A representação também é assinada pela deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL-MG) e pela candidata a deputada federal Ana Elisa (PT-MG).
“O que Nikolas fez é CRIME. Não se publica um falso documento oficial, produzido por inteligência artificial, em campanha eleitoral. Um crime com pena de até 6 anos de prisão”, escreveu Erika nas redes sociais.
“Se Nikolas não quisesse ter sua índole questionada, ele deveria ter pensando melhor antes de mandar áudios pedindo favores para Vorcaro, o ladrão de aposentados, em vez de publicar um laudo falso. Mas conhecendo Nikolas, talvez o único documento capaz de defendê-lo realmente seja um documento falsificado”, afirmou.
O caso se refere a um relatório que circulou nas redes sociais e foi atribuído à PF. O documento afirmava não haver indícios de crime nas conversas entre Nikolas e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Nikolas repostou o documento em seu perfil, mas apagou a publicação logo em seguida.
A PF, porém, afirmou que o laudo era falso.
Nikolas se explica
Em vídeo divulgado nas redes, Nikolas explicou as mensagens enviadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro que se tornaram públicas na quinta, 3.
“Em 2023, o pastor André Valadão, que era amigo do Daniel Vorcado, me mandou o contato dele. E aqui vai a primeira lição de vida: nunca salve o contato com o nome que a pessoa mandou. Por que o André Valadão me mandou o nome de ‘Dani Vorcaro’. Eu achei que o nome dele era Dani”, diz o deputado no vídeo, que tem oito minutos e no qual ele compara sua relação com Vorcaro a de autoridades como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Nikolas também nega ter chamado Vorcaro de “lindão”.
Eu não falo ‘lindão’ hora nenhuma. Mas por que que no fim das contas isso é tão importante? Porque obviamente eles quiseram colocar isso na matéria como se eu tivesse uma proximidade com ele, como se fosse o Alexandre de Moraes, né? Como se fosse o [procurador-geral da República] Paulo Gonet, o [diretor-geral da Polícia Federal] Andrei Rodrigues, que fica lá fumando charuto e tomando uísque com ele”, diz o deputado.
“Eu não teria postado”
Nikolas explica ainda que a postagem sobre a qual falou com Vorcaro tratava de um pedido seu de “esclarecimentos através da lei de acesso à informação”. Na mensagem ao ex-banqueiro, ele indicou que teria se arrependido da postagem, ao dizer o seguinte:
“Troquei ideia lá com o Pastor Valadão naquela época, lá naquela postagem, eu falei: ‘Pastor, eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani etc. e tudo, se não, obviamente eu não teria postado, já teria conversado anteriormente’, mas enfim, acabou que a palavra dita não tem como voltar, né?”.
No vídeo publicado nesta quinta-feira, 3, ele deu sua versão:
“Quem estava bancando o evento lá em Londres com o ministro do STF, com o ministro do STJ, com o diretor da PF? Fui eu que fiz esse pedido, lá em 2024. E, aí, na época, o André Valadão, que era amigo dele, falou comigo: ‘Nicolas, cara, aquela postagem lá, poxa, o Dani não gostou’. Eu falei: ‘Cara, mas eu não vou apagar, né? Meu trabalho’. E, aí, na mensagem [para Vorcaro], eu falo exatamente o que eu tenho falado. Eu falei: ‘Pastor, eu não fazia ideia que este banco era do Dani’. E depois eu falo: ‘Acabou que a palavra dita, não tem como voltar, né?, sobre a publicação que eu tinha feito em 2024. Ou seja, o Vorcaro ficou puto comigo, porque eu simplesmente denunciei que o banco dele estava financiando evento lá em Londres e [por]que ele tinha ajudado na campanha de 2022 no segundo turno, quando eu já estava eleito, com o transporte para poder fazer os eventos em prol do candidato Jair Bolsonaro naquela época. Mas, há 4 anos atrás, não tinha nenhum tipo de indício de que ele era criminoso, que fazia algo ilícito, e ele se propôs a poder ajudar. Problema é dele. Se alguém quiser me ajudar com algum jatinho e não cometa crime daqui 4 anos, eu aceito.”
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)