Empresária ligada a Lulinha diz desconhecer origem de R$ 1,5 milhão
Segundo a Polícia Federal, a empresária Roberta Luchsinger recebeu R$ 1,5 milhão do empresário apontado como principal investigado no esquema que desviou verbas de aposentados e pensionistas do INSS
Ao prestar depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira, 20, a empresária Roberta Luchsinger afirmou ter prestado consultoria sobre o mercado de câmbio no Brasil para Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, mas negou ter repassado dinheiro ao filho do presidente Lula, Fábio Luís Inácio Lula da Silva, o “Lulinha”.
De acordo com a Polícia Federal, a consultoria prestada por Roberta totalizou R$ 1,5 milhão, pagos em cinco parcelas de R$ 300 mil. A informação consta na quebra de sigilo fiscal do lobista. Segundo a investigação, o trabalho previa viabilizar um contrato junto ao Ministério da Saúde para disponibilizar medicamentos à base de cannabis ao Sistema Único de Saúde (SUS).
No depoimento, a empresária relatou que Lulinha tinha “curiosidade” sobre medicina natural devido ao uso desse tipo de tratamento por familiares, o que a motivou a promover um encontro entre ele e o Careca do INSS em Portugal. Ela, no entanto, afirmou não ter participado da viagem.
“[Ela] não esteve em viagem a Portugal, mas, do que tem conhecimento, tratava-se de uma viagem de prospecção e sondagem de negócios, algo fora do escopo de sua prestação de serviços. E que Fábio foi convidado por sua curiosidade relativa ao assunto, oriunda, inclusive, da utilização de medicamento à base de canabidiol por familiares”, diz trecho do depoimento.
A investigação apura se Lulinha teria utilizado Luchsinger como intermediária para receber valores do Careca do INSS, preso desde setembro do ano passado. O caso motivou convites e intimações por parte da Polícia Federal.
Em nota assinada pelos advogados Bruno Salles Pereira Ribeiro, Marco Antonio Chies Martins e Cristiane Costa, a empresária também afirmou que desconhecia a origem dos recursos recebidos do Careca do INSS e que acreditava que os valores eram provenientes de recursos próprios do empresário.
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