“Em São Paulo, bandido não tem vez”, diz Tarcísio
Governador de São Paulo voltou a reclamar os créditos pela megaoperação contra o PCC
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltou a reclamar os créditos pela megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) nesta sexta-feira, 29.
“Não existe lugar onde não enfrentaremos o crime organizado! Quero agradecer e parabenizar todas as forças de segurança e órgãos que participaram da Operação Carbono Oculto.
Um trabalho de inteligência e integração que teve início em São Paulo e reuniu a Polícia Militar, Polícia Civil, GAECO, Polícia Federal, Receita Federal e a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo.
Essa união de esforços prova que, em São Paulo, bandido não tem vez. Seguiremos firmes no combate ao crime organizado, cumprindo a lei e garantindo segurança para todos”, escreveu o governador no X.
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Tarcísio x governo Lula
Tarcísio já havia exaltado o trabalho do Ministério Público e da Polícia Civil do estado na megaoperação de combate ao esquema de fraudes e lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis.
Em vídeo divulgado no X, ele afirmou que o trabalho do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo) em parceria com as polícias de São Paulo “se espalhou para o Brasil inteiro”.
“Olha, vocês estão lembrados desse debate que aconteceu lá no CEO Conference do Itaú? ‘O que me preocupa no crime organizado? Quando a gente vê que um PCC tem 1.100 postos de gasolina.’
A gente tem dito que aqui em São Paulo, o crime organizado não vai ter vez. E não vai ter mesmo. Na época, essa declaração repercutiu muito e escancarou o problema: a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis. Eles estão lavando dinheiro e drenando a competitividade de quem joga a regra do jogo. Um grande trabalho de inteligência começou, a partir daí, que envolve o Gaeco aqui de São Paulo com as polícias, e esse trabalho se espalhou para o Brasil inteiro.”
Tarcísio também cobrou o Congresso Nacional pela aprovação da Lei do Devedor Contumaz.
“É um grande passo que será dado. E não será o único. Já entramos no setor de transportes, estamos entrando no setor de combustíveis, e outras medidas precisam ser tomadas, inclusive no âmbito do Congresso com a aprovação da Lei do Devedor Contumaz. E se a gente trabalhar em conjunto, nós vamos derrotar o crime organizado”, continuou.
Lewandowski
Já o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, destacou a atuação dos órgãos federais na megaoperação contra o PCC.
Em entrevista coletiva, ele disse se tratar de “uma das maiores operações contra o crime organizado”.
“Há muito tempo, nós estamos acompanhando um fenômeno que é a migração da criminalidade organizada, da ilegalidade, para a legalidade. Mas é muito importante dizer, ministro Haddad, que esse não é só um fenômeno brasileiro. É um fenômeno mundial. Ocorre no Brasil e tem se intensificado.
Nós temos verificado é que, para combater esse fenômeno que é a migração da criminalidade, do mundo da ilegalidade para a legalidade, não basta mais apenas uma operação, ou várias operações de natureza simplesmente policial. É preciso, realmente, uma atividade integrada de todos os órgãos governamentais, sobretudo aqueles que trabalham com inteligência. E, nesse caso, os órgãos fazendários. Os órgãos da Receita Federal são absolutamente imprescindíveis nessa tarefa.
Hoje, nós deflagramos, talvez, uma das maiores operações… Talvez, não, com certeza. Uma das maiores operações contra o crime organizado, sobretudo em sua atuação no mercado legal”, afirmou.
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Comentários (2)
Fabio B
29.08.2025 08:42Na prática, quem merece reconhecimento é o MP e a polícia civil. O Tarcísio só está fazendo campanha, e a real é que seu governo não protagonizou nenhuma ação concreta no enfrentamento ao crime organizado. Muito pelo contrário, o PCC em SP domina cada vez mais diversos municípios paulistas a nível institucional. Já Lula querer o crédito dessa ação de combate ao crime é até cômico, considerando as relações nebulosas do seu partido com facções, os encontros de “representantes” ligados ao tráfico em ministérios, a sintonia de pautas e até declarações públicas de apoio feitas por figuras do PT, inclusive posicionando o Itamaraty em defesa do PCC e CV para que não fossem declaradas como organizações terroristas. Resumindo: nem um nem outro tem legitimidade para se vender como herói nessa história.
Marcia Elizabeth Brunetti
29.08.2025 08:29Daqui há pouco chega em algum grande nome (do Lula, provavelmente, mas de outros da direita também), e eles encerram a operação, tal como na Lava Jato.