Em quem a IA recomenda votar, Lula ou Flávio?
Empresa especializada em monitorar as respostas de motores de Inteligência Artificial testou as recomendações de 11 assistentes virtuais
A empresa portuguesa Destaque AI, especializada em monitorar as respostas de motores de Inteligência Artificial, questionou 11 assistentes de IA sobre a eleição presidencial brasileira, entre eles ChatGPT, Gemini e Grok.
A maioria delas recomendou voto em Lula (PT), mas previu a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). E não é muito claro o que esses resultados querem dizer.
Foram feitas 15 perguntas sobre as eleições presidenciais em 12 e 13 de outubro. O estudo reuniu 193 respostas e identificou diferenças nas recomendações de voto, nas previsões eleitorais e na maneira como as ferramentas lidam com perguntas sobre os candidatos.
Os responsáveis pela pesquisa mencionam que, numa questão específica, 17 respostas recomendaram Lula, e oito, Flávio. Mas oito dos 11 assistentes apontaram o filho de Jair Bolsonaro como provável vencedor na votação de domingo, 25. “Os resultados também variaram conforme a ferramenta, o perfil do eleitor descrito na pergunta e a formulação utilizada”, dizem os pesquisadores.
Alguns assistentes fazem recomendações explícitas, enquanto outros se recusam a indicar um candidato. Mas, segundo o estudo, as respostas podem mudar com a reformulação da pergunta.
Meta
Nesta campanha, os apoiadores de Lula têm apontado o dedo para a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, acusando favorecimento à campanha de Flávio e de seus aliados.
Os lulistas chegaram a formalizar uma acusação de abuso de poder econômico.
Entre as acusações, foi insinuado que a Meta AI estava favorecendo o filho de Bolsonaro na criação de cards de campanha, mas ficou claro que os filtros da empresa só tinham previsto o bloqueio do nome Flávio junto com o sobrenome Bolsonaro, o que só se tornou uma questão política por conta da desconfiança e da implicância dos lulistas com as big techs.
O levantamento da Destaque AI propõe uma discussão sobre como as ferramentas de IA respondem a questões políticas, de onde tiram as respostas e os cuidados necessários ao utilizá-las como fonte de informação. Como indicam as desconfianças semeadas sobre a Meta, o debate não é tão simples.
Leia mais: Lulistas tentam transformar Meta nas urnas eletrônicas desta eleição
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)