Em primeira reunião, CPMI do INSS tentará convocar Carlos Lupi
Os parlamentares devem deliberar ainda sobre pedidos de acesso a documentos sigilosos do STF, da Polícia Federal, da CGU, do Tribunal de Contas da União
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga fraudes em benefícios do INSS realiza nesta terça-feira, 26, sua primeira reunião deliberativa.
Entre os nomes que podem ser chamados a depor já nesta primeira fase estão os ex-ministros Carlos Lupi e Carlos Gabas, além de ex-presidentes do INSS como Leonardo Rolim, Renato Vieira e Lindolfo Neto de Oliveira Sales. Também estão na lista ex-secretários e representantes da Defensoria Pública da União e da Controladoria-Geral da União.
Os parlamentares devem deliberar ainda sobre pedidos de acesso a documentos sigilosos do STF, da Polícia Federal, da CGU, do Tribunal de Contas da União e do Ministério da Previdência. Os requerimentos incluem informações de inquéritos e auditorias ligados a descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões, investigados na Operação Sem Desconto.
A primeira pauta da CPMI prevê também a cessão de procuradores, auditores e servidores de órgãos de controle para auxiliar nos trabalhos da CPMI. O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), é o autor da maior parte dos pedidos.
Frei Chico pode esperar
Relator da CPMI do INSS, o deputado federal Alfredo Gaspar afirmou no final de semana que o momento não é adequado para a convocação de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula (PT). Segundo ele, há aspectos mais urgentes a serem investigados.
Irmão mais velho do petista, Frei Chico é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi). A entidade foi acusada de estar envolvida no esquema de desvios indevidos de aposentados e pensionistas.
A comissão definiu que o marco temporal da apuração será de 2015 a 2025. De acordo com Gaspar, o recorte busca evitar casos já prescritos.
“Não vamos fazer bondade com o chapéu alheio. A população brasileira quer respostas concretas”, disse Gaspar na sexta-feira, em entrevista à CNN Brasil.
Conforme relatório da Controladoria-Geral da União, o sindicato do irmão de Lula chegou a incluir 3,2 mil novos filiados por ao dia. A CGU também apontou que em uma de suas diligências a entidade não conseguiu comprovar a existência de documentação completa referente a 19 nomes incluídos nos sistemas do sindicato. A amostra foi determinada pelo órgão.
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