Em Minas, Cleitinho tem 37% das intenções de voto; Patrus, 13%
Senador amplia vantagem e venceria segundo turno contra qualquer adversário testado, aponta Datafolha
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ampliou sua vantagem na disputa pelo governo de Minas Gerais e chegou a 37% das intenções de voto no primeiro turno, cinco pontos acima do registrado em agosto.
Os dados constam de pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 11,, realizada entre terça e quinta-feira com 1.204 eleitores mineiros, por meio de entrevistas presenciais em locais de grande circulação.
Os ex-prefeitos de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT) aparecem logo atrás, com 13% e 11%, respectivamente, número que os mantém tecnicamente empatados na briga pela segunda colocação.
A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha e pela Globo e está registrado no TSE sob o código MG-01611/2026.
Segundo turno favorece o senador
Nos cenários simulados de segundo turno, Cleitinho supera com folga os dois principais concorrentes. Diante de Kalil, o senador obteria 54% dos votos válidos, contra 29% do pedetista. Já no confronto direto com Patrus, a vantagem seria ainda maior: 59% a 24%.
Segundo o Datafolha, o atual governador Mateus Simões (PSD) permanece estacionado em 4%, patamar idêntico ao de agosto. Gabriel Azevedo (MDB) e Flávio Roscoe (PL) também mantiveram 4% cada. Túlio Lopes (PCB) subiu de 2% para 3%, enquanto Henrique Áreas (PCO) passou a pontuar com 1%, ante ausência de menções no mês anterior. Brancos e nulos somam 11%, e os indecisos chegam a 10%.
Na modalidade espontânea da pesquisa, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Cleitinho aparece citado por 22% do eleitorado, distante de Patrus (5%) e Kalil (4%). Mais da metade dos entrevistados, 53%, não soube indicar um nome nessa etapa.
Rejeição e avaliação do governo
O levantamento também mediu a rejeição aos candidatos. Patrus lidera esse indicador, com 30% dos eleitores afirmando que não votariam nele em hipótese alguma, seguido por Kalil, com 24%. Cleitinho, Simões, Roscoe e Ben Mendes aparecem na faixa entre 15% e 16% de rejeição.
Sobre a avaliação da gestão estadual, 20% dos entrevistados classificam o governo Simões como bom ou ótimo, patamar inferior aos 23% de agosto. A fatia que avalia a administração como regular chegou a 41%, e 18% a consideram ruim ou péssima.
Quanto à aprovação direta do governo, o índice caiu de 41% em agosto para 37% em setembro, enquanto a desaprovação subiu de 32% para 38% no mesmo período. Os que não souberam responder somaram 25%, ante 27% no mês passado.
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