Em discurso de posse, Bruno Dantas afaga Alexandre de Moraes
Em seu discurso de posse como presidente do Tribunal de Contas da União (TCU),, nesta quarta-feira (14), Bruno Dantas fez uma crítica ao que considerou uma visão distorcida de patriotismo. Sua fala ocorreu em um ambiente onde não estava Jair Bolsonaro - mas sim Lula...
Em seu discurso de posse como presidente do Tribunal de Contas da União (TCU),, nesta quarta-feira (14), Bruno Dantas fez uma crítica ao que considerou uma visão distorcida de patriotismo. Sua fala ocorreu em um ambiente onde não estava Jair Bolsonaro – mas sim Lula, o presidente eleito, e Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Foi ao ministro do TSE que Bruno Dantas direcionou seu elogio mais direto: “Eu poderia repetir cada palavra pronunciada por vossa excelência na solenidade de 12 de dezembro último”, disse, referindo-se ao discurso durante a diplomação de Lula.
Ele ainda se valeu de um discurso de Ruy Barbosa, em 1896, para fazer uma crítica a certo “patriotismo” nos dias atuais:
“Atualizando Ruy, digo eu: não é patriota quem prega a violência, quem destrói patrimônio público ou privado, quem agride ou fere terceiros por diferenças ideológicas, quem se arma para derramar o sangue de seus patrícios”, disse Bruno. “Não é patriota quem drena a energia, a alegria e a paz de seu povo. Patriota é quem ama seu país, patriota é quem busca fortalcer as instituições republicanas e democráticas.”
Ele ainda lembrou de decisões recentes do TCU que, em sua visão, ajudaram a manter a democracia saudável no país. Entre elas, ele citou a ordem para que o governo de Bolsonaro parasse de divulgar propaganda em sites contendo notícias falsas ou de desinformação.
Ministros bolsonaristas, como Ciro Nogueira (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia) ficaram no fundo da área para convidados.
Assista:
Lulistas boicotam, mas não querem ser boicotados
Crusoé: Petista quer impor teto ao valor cobrado por bancos por empréstimos
Bolívia decreta estado de emergência
Novo diz ter ganhado filiados após contestar vitória de Lula
Fachin vê crise na Polônia como “alerta” para democracias