Em defesa no STF, advogado compara Filipe Martins a Jesus
Segundo Sebastião Coelho, o ex-assessor de Bolsonaro sofre o "processo de crucificação que Jesus sofreu" desde 8 de fevereiro de 2024
O desembargador aposentado Sebastião Coelho (foto), responsável pela defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro para Assuntos Internacionais, comparou seu cliente a Jesus Cristo.
“Filipe Martins aguarda que este tribunal hoje dê ouvidos à sua defesa e que aquele processo de crucificação que Jesus sofreu, Filipe Martins está sofrendo desde 8 de fevereiro de 2024, mas ele tem que acabar hoje”, afirmou.
Ao pedir a rejeição da denúncia, o advogado afirmou que Filipe Martins só está nesse processo “por um único fato de ser o assessor internacional de Jair Bolsonaro”.
Filipe Martins é um dos seis integrantes do segundo núcleo da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra os acusados de participação na trama golpista atribuída a Jair Bolsonaro em 2022.
Os gritos de Sebastião Coelho no STF
No julgamento que transformou Jair Bolsonaro e mais sete aliados em réus em 25 e 26 de março, Sebastião Coelho foi proibido de entrar no plenário da Primeira Turma.
Contrariado, Coelho protestou aos gritos.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, chegou a interromper a leitura do relatório sobre o julgamento diante dos gritos do advogado. É possível ouvir a palavra “arbitrário” entre os protestos do desembargador aposentado.
“Estou aqui na porta da Turma onde está começando o julgamento. Sou Sebastião Coelho, advogado de Filipe Martins. Tem lugares dentro do plenário e estou sendo impedido de entrar”, disse Coelho em vídeo que divulgou para informar que estava sendo barrado.
Primeira Turma
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal começou nesta terça-feira, 22, o julgamento do segundo núcleo de acusados de participar da trama golpista.
O julgamento irá avaliar a aceitação da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra seis acusados: Fernando de Sousa Oliveira, Filipe Martins, Marcelo Costa Câmara, Marília Ferreira de Alencar, Mário Fernandes e Silvinei Vasques.
O presidente da Primeira Turma do STF, ministro Cristiano Zanin, reservou três sessões para o julgamento, que deverá ser concluído na quarta, 23.
Caso a denúncia seja aceita, os acusados se transformarão em réus.
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
22.04.2025 11:28A ditadura da toga, composto de magistrados do Supremo nomeados por governos petistas, filhotes da corrupçao, estão brincando com uma rebelião social.