Em ato na Paulista, Lula faz apelo a eleitores que não votaram
Presidente citou a ausência de quase 30 milhões de pessoas no primeiro turno e pediu empenho na reta final da campanha
Lula (PT) reuniu lideranças políticas e apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, 11, em um ato organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE).
Na manifestação, como mostramos, criticou a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, de suspender o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
“Não é possível que um presidente [de tribunal] eleitoral não tenha um comportamento civilizado, republicano”, afirmou Lula a jornalistas.
Disse ainda estar “desconfiado do comportamento da corte eleitoral, que tem bloqueado muita gente nossa”:
“Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral”, acrescentou.
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Ao discursar, o presidente pediu que seus apoiadores procurem eleitores que não votaram no primeiro turno. Lula citou quase 30 milhões de ausentes e defendeu ampliar o diálogo para conquistar novos votos na etapa final da disputa.
“Temos agora uma responsabilidade muito grande. Temos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar, muita gente acima de 70 anos não foi votar. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas. Nós temos que convencer as pessoas, se o Lula com 81 anos está com a saúde que está é porque eu quero provar que a idade não faz a gente ficar velho.”
Mobilização na Paulista
Participaram do ato o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ex-ministro Fernando Haddad (PT), as ex-candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) e o ministro Guilherme Boulos (PSOL).
Antes do discurso de Lula, falaram os governadores reeleitos da Bahia, Jerônimo Rodrigues, do Piauí, Rafael Fonteles, e do Ceará, Elmano de Freitas.
A manifestação reuniu bandeiras de partidos como PSTU, UP e PSB, além de faixas em defesa de pautas como o fim da escala 6×1 e o Bolsa Família. Também foram exibidos bonecos infláveis de Flávio Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
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