Eduardo reivindica efeito borboleta na rejeição de Messias
"A vitória de hoje foi construída a muitas mãos, mas ela só foi possível pois Barroso saiu do STF", diz o filho 03 de Jair Bolsonaro
Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) preferiu afastar qualquer influência na articulação que resultou na rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado, seu irmão Eduardo reivindicou participação na derrota do governo Lula.
“A vitória de hoje foi construída a muitas mãos, mas ela só foi possível pois Barroso saiu do STF”, disse o filho 03 de Jair Bolsonaro em seu perfil no X.
Esse efeito borboleta — a teoria de que um evento localizado, como o bater das asas de uma borboleta, pode dar início a uma cadeia de eventos com consequências drásticas, como um furacão — foi exposto e forma mais clara pelo influenciador bolsonarista Kim Paim, o aliado mais fiel de Eduardo nas redes sociais, num meme (foto).
A ilustração de Paim encadeia acontecimentos que começam com “PT + STF perseguem Eduardo” e termina em “Flávio indica nova cadeira no STF”.
No meio disso estão: “Eduardo se exila”, “Eduardo combate o regime”. “Eduardo aplica Magnitsky”, “Barroso renuncia”, “Lula indica Bessias” e “Bessias é rejeitado”.
O meme tem ainda um agradecimento direto: “Obrigado, Eduardo Bolsonaro”.
Influenciou?
No caso da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, contudo, o mais correto seria ter mencionado o cancelamento dos vistos americanos dos ministros do STF, que Barroso reconheceu como influência para sua saída do tribunal antes da hora.
A menção à aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes também é questionável, porque o governo Donald Trump retirou as sanções sem que o ministro do STF tivesse feito qualquer concessão, o que indicou que a medida não tinha como objetivo exatamente punir o juiz.
Desde que decidiu permanecer nos Estados Unidos, o que resultou na cassação de seu mandato de deputado federal por faltas, o filho 03 de Bolsonaro reivindica influência no governo Trump. Isso complicou sua vida quando o presidente americano impôs tarifa adiciona de 50% ao Brasil.
Eduardo não teve influência, contudo, na escolha de Messias, que foi a grande razão da derrota do governo na noite de quarta-feira, 30. Caso o presidente tivesse escolhido o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), provavelmente o resultado seria outro.
Leia mais: Planalto responsabiliza Alcolumbre e Moraes por rejeição de Messias
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Comentários (1)
Ita
30.04.2026 15:03Um grande babaca.