Eduardo publica foto de Flávio com Elvis
"Se for para ir de qualquer jeito, então quero uma explicação do Flávio Bolsonaro sobre esta foto aqui também", debochou o ex-deputado
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro debochou da foto do irmão Flávio publicada ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, mais conhecido como o “Sicário” do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mourão se matou enquanto estava preso preventivamente.
“Soltam uma matéria dessas sem nem verificar. Qual o compromisso com a verdade de uma Julaina das Picas [Juliana Dal Piva], ICL, PCCept?”, criticou o deputado cassado, que trocou o Sicário na foto por Elvis Presley e provocou:
“Se for para ir de qualquer jeito, então quero uma explicação do Flávio Bolsonaro sobre esta foto aqui também.”
A matéria publicada pelo ICL Notícias não acrescenta nenhuma informação sobre a existência de uma relação entre Flávio e o Sicário, a não ser que foi tirada em 2022.
Mas o texto insinua que essa relação existia, ao dizer que “até este momento só se sabia da relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro após as revelações feitas pelo site Intecept Brasil”.
Até este momento, só se sabe mesmo da relação entre Flávio e Vorcaro.
“Mais uma narrativa pra gente derrubar. Foto eu faço com qualquer pessoa que pedir, só não faço com o Lula!”, disse o senador ao reagir à publicação da foto.
A morte do Sicário
Em abril, a Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito que investigava as condições em que Sicário atentou contra a própria vida, enquanto estava sob custódia da corporação.
O relatório foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por conduzir as investigações relacionadas ao caso Banco Master.
Mourão não sobreviveu ao episódio e faleceu dias após ser transferido a um hospital em Belo Horizonte.
Da prisão ao incidente
Mourão foi detido na manhã de 4 de março, quando agentes federais cumpriram mandado de prisão preventiva no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, voltada a apurar fraude financeira, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.
Na ocasião, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, relógios, joias e uma pistola sem registro — posse que geraria um processo separado por porte ilegal de arma de fogo, caso ele ainda estivesse vivo.
Após ser conduzido à superintendência da PF em Belo Horizonte, Mourão passou por revista e foi recolhido à cela 2, no terceiro andar do edifício. Ao meio-dia, foi levado para interrogatório, onde permaneceu por aproximadamente duas horas. Por volta das 15h20, já de volta à cela, tentou se matar.
Resposta e desfecho
Cerca de dez minutos se passaram até que agentes percebessem o que havia ocorrido e iniciassem manobras de reanimação. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e chegou ao local por volta das 16h15.
Mourão foi encaminhado ao Hospital João XXIII, onde deu entrada às 17h56. Dois dias depois, a defesa confirmou a morte após o “encerramento do protocolo de morte encefálica”.
Com o envio do relatório ao STF, caberá à Corte analisar o material e definir os próximos passos. Nos bastidores, familiares e advogados aguardam a conclusão formal do inquérito para decidir se solicitarão uma apuração paralela sobre a morte ou se ingressarão com ação de indenização contra o Estado.
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