Eduardo pede que vitória de Lula não seja reconhecida
Irmão de Flávio Bolsonaro, o ex-deputado pediu pressão internacional para o cancelamento da eleição
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL, foto) pediu, em inglês, pressão internacional para que o resultado da eleição presidencial vencida por Lula (PT) não seja reconhecido.
“Esta é uma mensagem para vocês: não reconheçam estas eleições, porque ainda mais fatos estão surgindo agora”, disse o irmão de Flávio Bolsonaro que está autoexilado nos Estados Unidos.
Em vídeo, ele questionou a virada de Lula e a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas o horário de votação, tumultuando o segundo turno.
Usando pesquisas eleitorais e o resultado do primeiro turno, Eduardo disse que seria “estatisticamente impossível” o petista ter aumentado sua votação.
“É algo estranho, pois, desde a redemocratização em 1985, esta é a primeira vez na história do Brasil que um candidato que termina o primeiro turno na liderança não vence a eleição no segundo turno. A situação fica ainda mais intrigante quando analisamos os números: os candidatos que ficaram em terceiro, quarto, quinto e sexto lugares — Renan Santos, com 2.650.887 votos; Caiado, com pouco mais de 2,6 milhões de votos; Zema, com 326 mil votos; e Augusto Cury, com quase 3,5 milhões de votos — somam, ao todo, pouco mais de 9 milhões de votos […] Estamos falando de um contingente de 9 milhões de votos. Quando Lula venceu, foi como se ele tivesse conquistado todos esses votos, somados a quase outros 2 milhões. É simplesmente inacreditável. Além disso, ao observar o mapa, vemos cidades marcadas em vermelho — onde Lula aumentou sua votação — e em azul — onde Flávio aumentou a sua. Estatisticamente, isso é impossível de acontecer”, afirmou.
Flávio não reconhece o resultado
Flávio Bolsonaro afirmou no domingo, 25, que é “impossível reconhecer o resultado das eleições”.
“Nós vamos usar os nossos juristas. Vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não está aqui para brincadeira. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo. Mais uma vez, pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal. É inexplicável isso ter acontecido”, disse o candidato do PL após a vitória de Lula.
“As coisas acontecem do nada, a pedido de um ex-sócio do próprio Zanin, e ele atende a um pedido por cima da Justiça Eleitoral”, acrescentou.
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