Eduardo Bolsonaro: “Sem anistia não haverá eleição em 2026”
Para o filho do ex-presidente da República, o projeto de lei da dosimetria de Paulinho da Força não é uma solução
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta quinta-feira, 2, em publicação na rede social X (antigo Twitter), que a concessão de anistia é “o mínimo” necessário para a preservação da democracia no país. Segundo ele, qualquer tentativa de restringir o alcance da medida equivaleria a “suavizar a vida de ditadores”.
“A anistia é o mínimo, é a defesa tolerável da democracia. Querer flexibilizar a anistia soa como suavizar a vida de ditadores, que só respeitam o que temem. Sem anistia não haverá eleição em 2026”, escreveu o parlamentar.
A declaração ocorre em meio ao avanço de discussões no Congresso sobre o PL da dosimetria, encabeçado pelo deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Eduardo Bolsonaro, um dos principais porta-vozes do bolsonarismo, intensificou nos últimos meses manifestações em defesa da “anistia ampla e irrestrita”.
A emenda para salvar Eduardo Bolsonaro
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) está coletando assinaturas para uma emenda para livrar o também deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) da acusação de obstrução de Justiça.
Eduardo foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por coação no curso do processo e tem 15 dias úteis para apresentar defesa prévia. A PGR argumenta que ele articulou ameaças relacionadas à imposição de sanções estrangeiras contra magistrados brasileiros e o Brasil, com o objetivo de evitar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados na ação penal do golpe de Estado.
Coação no curso do processo é um das formas de obstrução de Justiça. A emenda que Alden pretende apresentar garante que a atuação parlamentar não seja criminalizada como obstrução de Justiça. Opiniões, discursos e posicionamentos políticos não seriam enquadrados dessa forma.
A emenda pontua que manifestações públicas, defesa de medidas legislativas e críticas a decisões de governo e instituições não configurariam o ato criminoso. “Nosso objetivo é proteger o debate democrático”, afirma o deputado.
Ele argumenta ainda que, sem a iniciativa, corre-se o risco de opiniões e posicionamentos políticos, de profissionais da imprensa ou de qualquer cidadão se transformarem em alvo de inquéritos ou processos criminais.
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Comentários (2)
Otreblig50
03.10.2025 02:31Não se apoquente com o dudinha bananão. Ele fala mas todos sabem que é bobagem o que diz. Só tem efeito prá terminar de enterrar o bozão sufocado um pouco mais fundo. Disso agradecemos, kkkkkkk
Lindberg Garcia
02.10.2025 18:21E de estarrecer, como é que um deputado (ou será um ex-deputado) de um país democrático pode ameaçar não haver eleições no Brasil em 2026? Que poderes ocultos (até parece um outro presidente que renunciou o mandato em 1961) tem sua Excia para fazer tal ameaça?