EBC do Lula?
Sidônio Palmeira teria dito a servidores que a empresa estatal tem papel estratégico na recuperação da imagem do governo
Após pesquisa Genial/Quaest desta quinta, 5, revelar o pior patamar de popularidade do presidente Lula (PT) em seu terceiro mandato, o ministro da Secretaria da Comunicação (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou a servidores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que pretende utilizar a empresa pública para “recuperar a imagem do governo”, segundo O Globo.
Sidônio esteve na sede da estatal, após o pedido de demissão da diretora e Administração e Finanças, Sabrina Gabeto Soares.
“A gente pode recuperar muito a imagem do governo. E não tenho dúvida de que a EBC joga um papel importantíssimo para isso, para a recuperação dessa imagem”, disse o chefe da Secom.
“Não vim antes porque acho que vocês têm acompanhado como é que anda. Várias crises, o mundo das fake news… Isso tem dificultado muito o governo”, acrescentou.
Viagens por Lula
Como mostramos, a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) pretende gastar aproximadamente 15 milhões de reais por um período de um ano com viagens e deslocamentos de repórteres, cinegrafistas, entre outros profissionais da Estatal para fazer a cobertura de atos de ministros e do Presidente Lula.
O valor equivale ao dobro do previsto no atual contrato, assinado com a Ideias Turismo Eireli. Esse contrato é do último ano do governo Jair Bolsonaro.
Originalmente, ele era de 6 milhões de reais; depois foi aditado para 7,5 milhões de reais.
Nesse novo contrato, serão adquiridas 7,5 mil passagens aéreas; 625 cotas de bagagens extras; 2,5 mil diárias em hotéis; 1.801 diárias de locações de veículos e mais 9 mil diárias de seguro para viagens nacionais e internacionais.
Leia mais: EBC vai gastar quase R$ 1 milhão com ‘vale-Netflix’
Rejeição
Sidônio tomou posse para para tentar reverter a impopularidade do petista.
No entanto, a última pesquisa indicou uma queda de Lula em todos os cenários, exceto entre os eleitores lulistas/petistas.
Ele aparece empatado com Jair Bolsonaro em 41% num possível segundo turno.
Em março, Lula aparecia à frente do ex-presidente, com 44% a 40%.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também encurtou a distância, para apenas um ponto percentual, e aparece com 40%, logo atrás dos 41% de Lula.
Em dezembro de 2024, o petista tinha 52% das intenções de voto e o ex-ministro de Bolsonaro, 26%.
O petista também perdeu parte da vantagem para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que agora está em quatro pontos percentuais, 43% a 39% em favor de Lula.
Em março, o presidente tinha 44% contra 38% da mulher de Bolsonaro.
Leia também: Crusoé: Não tem Sidônio que resolva
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)