“É impeachment e cadeia”, diz Nikolas sobre Moraes
Deputado rejeita possibilidade de “acordão” entre bolsonaristas e o STF
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu nesta quarta-feira, 7, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes seja alvo de um impeachment e, depois, vá “para a cadeia”.
Em entrevista ao Metrópoles, o parlamentar negou que haja qualquer “acordão” entre a direita bolsonarista e o Supremo. Nikolas também ironizou as recentes decisões de Moraes favoráveis a alvos de investigações e processos relacionados aos atos de 8 de janeiro.
“Daqui a pouco o Alexandre de Moraes vai estar vestido de ‘Deus, Pátria, família e liberdade’, com uma camisa verde e amarela, uma faixinha ‘100% Jesus’, com a Bíblia na mão para tentar fugir da punição que é devida a ele.
Ô Alexandre de Moraes, sem anistia. Sem anistia. O que você fez com o Clezão, o que você fez com outros que morreram, com pais, com mães, com familiares que ficaram distante ao longo desse tempo, você tem que pagar. É simples, é impeachment e cadeia. Uma pessoa que fala e brinca que temos muitas pessoas ainda para prender, muito processo para julgar, cometeu crimes graves contra direitos humanos.”
Recado a Fachin
O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou na terça-feira, 6, que levou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a mensagem de que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) não significará uma política de retaliação contra ministros da Corte.
Coordenador da campanha de Flávio e líder da oposição no Senado, Marinho disse que o grupo pretende “reconstruir o país” e “normalizar a relação entre os Poderes”, mas ressaltou que isso não significa deixar de responsabilizar autoridades em caso de crimes.
“Nós vamos cumprir a Constituição e a lei, nós não temos espírito de vendetta. Pelo contrário, nós queremos reconstruir o país, queremos normalizar a relação entre os Poderes”, afirmou após o encontro.
Segundo Marinho, a oposição defende o respeito à separação entre os Poderes e à independência do Judiciário. Ao mesmo tempo, afirmou que o Senado não poderá se omitir diante de eventuais crimes de responsabilidade cometidos por ministros do Supremo.
“Não há omissão. A Constituição é clara. O princípio da separação entre os Poderes é um elemento basilar na nossa Constituição e na nossa República”, disse.
O senador defendeu uma mudança no regimento do Senado para permitir que pedidos de abertura de processos contra ministros do STF avancem independentemente da decisão do presidente da Casa. Segundo ele, mais de 100 pedidos desse tipo já foram apresentados.
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