“É igual cocaína, temos que proibir”, diz Zema sobre bets
Em agenda na Baixada Fluminense, presidenciável afirmou que livre mercado não pode tolerar atividades que "destroem" a vida das pessoas
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) comparou nesta segunda-feira, 24, as apostas esportivas ao consumo de cocaína.
Durante uma agenda na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, o candidato à Presidência defendeu a proibição das bets. Zema ouviu relatos de famílias que convivem com parentes viciados em jogos de apostas online..
“É igual cocaína, temos que proibir. Quem está pagando a conta são as famílias. Não podemos tolerar isso”, disse o ex-governador, vestido com uma camisa estampada com a frase “Chega de Bets”.
“O Novo, o meu partido, é favorável ao livre mercado, sim, mas não ao livre mercado que destrói a vida das pessoas, venda de cocaína, venda de outras coisas do gênero”, acrescentou.
Ausência no debate
Zema não foi ao debate da Band na noite de domingo, 23.
“Diante da ausência de Lula e de outros concorrentes, a alteração de data perdeu o seu propósito inicial. Nesse contexto, esta assessoria informa que Romeu Zema também não participará deste debate promovido pela Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão“, anunciou a assessoria.
Com a desistência de Zema, o encontro reuniu apenas Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
O cálculo de Zema
Como mostramos, o ex-governador aproveitou a noite de domingo para estudar para a sabatina que será realizada pela TV Globo, nesta segunda, 24, no Jornal Nacional.
O cálculo de Zema é o seguinte: no debate da Band, ele teria pouco tempo para explorar suas propostas e, apesar da repercussão nas redes sociais, o evento dificilmente agregaria para a sua campanha.
A medição de tempo real do debate apontou que o evento da Band teve em torno de 2 pontos. Uma entrevista que foi exibida a Record com o presidente Lula chegou a 4 pontos. A título de comparação, o programa Sílvio Santos deu 7 pontos e o Fantástico, da TV Globo, deu 16 pontos.
É nisso que aposta Zema. No Jornal Nacional, ele terá um palco mais consistente e poderá falar para um público maior que no debate da Band.
Leia também: O cálculo de Zema ao fugir do debate da Band
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