Dobradinha PT-PSOL contra ACM Neto no debate da Bahia
Governador Jerônimo Rodrigues e o candidato Ronaldo Mansur fizeram tabelinha conta o que o psolista chamou de candidato do "genocida lá ele"
O primeiro debate da campanha deste ano ao governo da Bahia contou com três candidatos, mas foi travado em dois contra um: o governador Jerônimo Rodrigues (PT) contou com a famigerada linha auxiliar do PSOL de Ronaldo Mansur contra o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União).
Jerônimo e Mansur repetiram por diversas vezes que ACM “prometeu uma surra no Lula” e destacaram que ele é neto do finado ex-governador Antonio Carlos Magalhães.
“O presidente da República, ou qualquer um dos seus que tiver coragem de se meter na minha frente, assim como disse o senador Arthur Virgílio, tomará uma surra. Não me intimido. Tenho coragem e vou até o fim. Não mexam com os meus nem comigo, porque estou pronto para me defender”, disse ACM, quando deputado federal, em 2005, reclamando que estava sendo monitorado pela Abin.
“Carlismo”
O candidato do PSOL chegou a atribuir os problemas de segurança da Bahia ao carlismo, porque, segundo ele, o PT deu continuidade às políticas de ACM durante os últimos 20 anos.
Mansur também tentou ligar ACM ao longo de todo o debate ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem se referia como “genocida lá ele”.
O ex-prefeito respondeu às provocações dizendo que seu candidato à Presidência da República é o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e tentou levar o debate sempre para o lado prático, já que o governo de Jerônimo não é bem avaliado.
“Buraco do Jerô”
ACM botou em debate, por exemplo, o “buraco do Jerô”, uma cratera na BR-324 que o governador disse que tinha sido tapada, mas que permanecia aberta após ele anunciar o conserto.
O ex-prefeito também repetiu diversas vezes que o governador tinha prometido, na campanha de 2022, que a parceria com Lula seria o bastante para solucionar os problemas da Bahia, mas não foi.
O desafiante de Jerônimo também chamou a atenção para a ponte que Lula foi inaugurar na Bahia, diante de uma placa que dizia “a ponte chegou”, mas sem que a ponte estivesse construída.
Ao ser chamado de mentiroso por ACM, Jerônimo disse que estava sendo maltratado “porque é indígena, filho de vaqueiro”, e se vitimizou, afirmando que o adversário o trata “como os patrões tratam os trabalhadores e empregados”.
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