Ditador de Belarus oferece asilo ao ditador da Venezuela
Aleksandr Lukachenko faz a oferta enquanto o governo dos EUA aumenta a retórica sobre intervenção militar e intensifica ações contra Caracas
O ditador de Belarus, Aleksandr Lukachenko, disse que o ditador venezuelano Nicolás Maduro poderia ser acolhido em seu país se decidisse deixar o poder. A declaração foi feita em uma entrevista ao canal americano Newsmax. Lukachenko esclareceu que não houve qualquer comunicação prévia sobre o assunto com o venezuelano.
O presidente americano, Donald Trump, tem insistido da possibilidade de uma intervenção militar dos EUA no país latino.
Ditador com ditador se entende
Lukachenko, aliado próximo do ditador russo Vladimir Putin, fez a oferta de asilo em um momento de recentes interações diplomáticas com a Casa Branca. A relação entre o líder de Belarus e o presidente Trump registrou um novo desenvolvimento na última semana. O país do Leste Europeu efetuou a libertação de 123 detentos.
Entre eles, Ales Bialiatski, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2022, e a líder oposicionista Maria Kalesnikava. A soltura aconteceu após dois dias de negociações com um representante enviado pelo presidente americano. Essa determinação de soltura de prisioneiros foi a maior realizada por Lukachenko desde que o governo Trump iniciou conversas com o ditador, no decorrer deste ano.
Escalada das ações militares e retórica contundente
O clima entre os governos de Washington e Caracas apresenta crescente animosidade. Os Estados Unidos têm aumentado a presença militar na região sul do Caribe e realizado ataques contra embarcações que, segundo Washington, estão ligadas ao tráfico de drogas. O presidente Trump alertou para a possibilidade de operações terrestres começarem em breve na Venezuela.
O líder republicano voltou a afirmar que os EUA executarão ataques em solo contra alvos envolvidos com o narcotráfico: “Não são apenas ataques na Venezuela, são ataques a pessoas horríveis que estão trazendo drogas e matando o nosso povo”.
Enquanto a possibilidade de intervenção militar é mencionada repetidamente por Trump, o governo venezuelano continua a reforçar suas próprias forças armadas.
Em resposta, o regime de Maduro sustenta que o objetivo americano é provocar sua destituição para assumir o controle das extensas reservas de petróleo do país sul-americano. A apreensão de um navio que transportava petróleo venezuelano em águas próximas à costa, determinada por tropas americanas na semana anterior, intensificou o quadro de tensão. O evento foi repudiado publicamente por Maduro.
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Comentários (1)
Marcia
16.12.2025 07:33Particularmente acho que o ideal seria Carstano Veloso e Gil irem até a Venezuela e convidarem Maduro, sua família e generais amigos à se mudarem para a Bahia e aproveitarem o Carnaval.