Diploma Bertha Luz será entregue a Fernanda Torres e Fernanda Montenegro pelo Senado
A relação das mulheres que serão homenageadas foi revelada nesta quinta-feira, quatro dias após a cerimônia do Oscar
As atrizes Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, mãe e filha, receberão o diploma Bertha Luz, uma distinção do Senado Federal que reconhece mulheres que se destacam na defesa dos direitos femininos no Brasil.
Juntamente com elas, outras 17 mulheres de diversas áreas, como saúde, educação, política, ciência, justiça e administração pública, também foram indicadas para a honraria. A cerimônia de entrega ocorrerá no próximo dia 26 de março, data próxima ao Dia Internacional da Mulher.
A relação das mulheres que serão homenageadas foi revelada nesta quinta-feira, 06, quatro dias após a cerimônia do Oscar.
Na última edição da premiação, Fernanda Torres foi indicada ao prêmio de Melhor Atriz por seu papel de Eunice Paiva no longa “Ainda estou aqui”, dirigido por Walter Salles e baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva.
Ela se tornou a segunda brasileira a ser indicada à estatueta, sendo sua mãe, Fernanda Montenegro, a primeira, ao disputar o prêmio em 1998 pelo papel em “Central do Brasil”, também dirigido por Salles.
A escolha das atrizes para a condecoração foi feita pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA) e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O nome da honraria é uma homenagem a Bertha Maria Julia Lutz, bióloga e advogada paulista, que se tornou a segunda mulher brasileira a ingressar no serviço público após ser nomeada pesquisadora e professora do Museu Nacional em 1919.
Em 1934, Bertha Lutz foi eleita suplente na Câmara dos Deputados, assumindo oficialmente o cargo dois anos depois. Ela também foi uma das fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), organização que lutava pela conquista dos direitos políticos das mulheres. Lutz faleceu em 1976, no Rio de Janeiro.
Ainda estou aqui
O filme Ainda Estou Aqui gerou uma divisão política mais acentuada, especialmente no Congresso Nacional, ao revisitar a história recente do Brasil e questionar o legado da ditadura militar.
Parlamentares de esquerda, especialmente aqueles mais críticos ao regime militar, enxergaram no filme uma importante reflexão sobre as violações dos direitos humanos e os traumas causados pelo período, defendendo a importância de revisitar essa parte da história para garantir que tais abusos não sejam esquecidos.
Já os parlamentares de direita, muitos alinhados com uma visão mais conservadora sobre o regime, reagiram com resistência, acusando o filme de promover uma visão distorcida e ideológica da história, ou até mesmo de “vítimizar” os envolvidos na luta contra o regime.
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