Dilma e Amorim irão a desfile militar na China, além de Putin e Kim Jong-un
Outros líderes que estarão presentes são Miguel Diaz-Canel, de Cuba; Emmerson Mnangagwa, do Zimbábue; e Masoud Pezeshkian, do Irã
O Ministério das Relações Exteriores da China revelou, nessa quinta-feira, 28 de agosto, a lista de 26 líderes internacionais que foram convidados pelo presidente Xi Jinping para participar do desfile militar programado para a próxima quarta-feira, 3 de setembro, em Pequim.
Entre os confirmados, destacam-se o ditador russo Vladimir Putin e o norte-coreano Kim Jong-un, além do indonésio Prabowo Subianto.
Além desses, a ex-presidente brasileira Dilma Rousseff, atualmente à frente do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS, também estará presente, assim como Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República do Brasil, e o embaixador Marcos Galvão.
Outros líderes que estarão presentes são Miguel Diaz-Canel, de Cuba; Emmerson Mnangagwa, do Zimbábue; Masoud Pezeshkian, do Irã; e Mohamed Muizzu, das Ilhas Maldivas.
O evento marcará os 80 anos da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a agressão japonesa e na Guerra Antifascista Mundial, uma narrativa que a China utiliza para descrever a Segunda Guerra Mundial.
Espera-se que a parada militar exiba os mais modernos armamentos desenvolvidos pelo país.
Em coletiva à imprensa, o ministro-assistente das Relações Exteriores da China, Hong Lei, ressaltou a importância e a representatividade dos chefes de Estado e governo presentes. O tema central do desfile será “Lembrando a História, Lembrando os Mártires, Valorizando a Paz e Criando o Futuro”.
Viés anti-japonês
A divulgação da lista de líderes convidados foi precedida por esforços diplomáticos do Japão para minar a importância do evento.
Segundo informações da agência Kyodo, autoridades japonesas tentaram persuadir países europeus e asiáticos ao afirmar que as comemorações possuem um viés antijaponês.
Em resposta, o porta-voz chinês Guo Jiakun afirmou que se o Japão realmente deseja superar questões históricas, deve reconhecer e refletir sobre seu passado agressor e respeitar sinceramente os sentimentos do povo chinês e das outras nações afetadas por suas ações.
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