Dilma receberá indenização de R$ 100 mil, decide Comissão de Anistia
Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania reverteu decisão do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo Bolsonaro
A Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania concedeu nesta quinta-feira, 22, uma indenização de 100 mil reais à ex-presidente Dilma Rousseff, ao reconhecê-la como anistiada política, por ter sofrido violações durante a ditadura militar (1964-1985).
A comissão deliberou sobre um pedido de reconsideração de decisão de indeferimento, de processo apresentado por Dilma em 21 de outubro de 2002, segundo o qual, durante a ditadura, a petista “dedicou-se à defesa da democracia, da igualdade, da educação estudantil e dos direitos sociais por meio de intensa atividade política e de oposição aos abusos cometidos pelo regime militar”.
Segundo a ex-presidente, “por tais motivos, foi perseguida, monitorada por 20 anos, expulsa do curso universitário, demitida, além de ter sido presa e severamente torturada”.
“Em janeiro de 1969, sue residência foi invadida por agentes do DOPS com base em uma suposta denúncia de existência de material subversivo naquele local”, que seriam “livros de orientação política de esquerda”; diz o pedido de reconsideração, que foi lido pelo relator do caso, Rodrigo Lentz.
Comissão da Verdade
Lentz lembrou que, em 2014, o relatório final da Comissão da Verdade mencionou o nome de Dilma em capítulo sobre torturas praticadas na ditadura e “reforçou a inequívoca natureza política dos atos que atingiram a requerente”.
Em 2019, contudo, o processo de anistia de Dilma, que corria no Ministério da Justiça, foi transferido para o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, cuja Comissão de Anistia indeferiu o requerimento de anistia federal, alegando que a petista já havia sido anistiada por ato do governo do Rio Grande do Sul.
O voto de Lentz em defesa da concessão da anistia a Dilma foi aplaudido de pé na reunião e acompanhado por unanimidade pelos outros 12 conselheiros presentes — para mais uma salva de palmas (foto).
Além do status de anistiada e da indenização, Dilma recebeu um pedido de desculpas formal em nome do Estado brasileiro “por todas as atrocidades que lhe causou o Estado ditatorial”.
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Comentários (3)
ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO
22.05.2025 18:42“dedicou-se à defesa da democracia, da igualdade, da educação estudantil e dos direitos sociais por meio de intensa atividade política e de oposição aos abusos cometidos pelo regime militar”, é uma piada de mau gosto. Ela e outros iguais lutaram para implantar outra ditadura, apenas mudaria a cor do verde oliva para o vermelho.
Fabio B
22.05.2025 16:30Nunca se esqueçam que todos esses grupos terroristas que atuaram naquela época, não lutavam pelo "fim da ditadura", lutavam para implantar aqui a "ditadura do proletariado" deles. Tenho muitas críticas da atuação da ditadura, das eventuais vítimas, mas terrorista algum é vítima.
Fabio B
22.05.2025 16:28O grupo terrorista que ela fez parte foi responsável pela morte brutal de um jovem, e foi por ataque utilizando um carro bomba que os companheiros da Dilma colocaram e despedaçaram esse rapaz. Ela participou diretamente? Não sei, mas fez parte, ajudou e contribuiu. Essa desgraçada está recebendo uma bolada por ter participado de um grupo terrorista e covarde.