Diarista condenada pelo 8/1 desaparece após ordem de prisão de Moraes
Relatório alerta para possível rompimento da tornozeleira eletrônica no dia seguinte à decisão do ministro do STF
Condenada pelos atos do 8 de Janeiro, a diarista Silvia de Amorim Jesus é considerada foragida após desaparecer enquanto era monitorada por tornozeleira eletrônica. Um relatório do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) registra um alerta de possível rompimento do equipamento no dia seguinte à ordem de prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Silvia foi condenada a 14 anos de prisão. Moraes determinou o início do cumprimento da pena em 27 de agosto, após o trânsito em julgado da condenação.
No dia seguinte, o sistema de monitoramento deixou de receber sinais da tornozeleira.
Desaparecimento
O registro ocorreu depois que a bateria do equipamento chegou ao fim. Ao mesmo tempo, porém, a central identificou uma possível violação da pulseira.
Agentes foram até a casa de Silvia, mas não a encontraram e não identificaram sinais recentes de que ela estivesse no imóvel.
Antes disso, segundo o TJRO, a diarista vinha cumprindo as medidas impostas pela Justiça.
Ela havia comparecido para assinar o livro de presença cerca de uma semana antes de desaparecer.
A defesa de Silvia não foi localizada para comentar o caso. Com o desaparecimento, ela passou a ser procurada para cumprir a pena de 14 anos.
Condenação
A prisão decorre de uma condenação baseada, entre outras provas, em mensagens e gravações encontradas no celular da diarista.
Nas mensagens, Silvia relatava a viagem a Brasília e demonstrava apoio à invasão dos prédios públicos.
Durante os ataques, também fez registros dentro do Palácio do Planalto e nas proximidades do Congresso Nacional.
“É ao vivo, meu irmão! Tomemos o poder, irmão! Tá pegando fogo!”, escreveu em uma das mensagens.
Em outro áudio, sobre os acontecimentos, afirmou:
“Não me arrependo, não, faria tudo de novo. Não vou parar. Nós não vai parar, pode ter certeza. Nós não vai entregar nosso país de mão beijada.”
A condenação foi aprovada por maioria no STF. Moraes foi acompanhado por Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Edson Fachin. Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça divergiram.
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