“Derrota para as mulheres na semana da mulher”, diz Zanatta sobre Hilton
Deputada afirmou que estratégia para barrar eleição de Érika Hilton falhou após formação de quórum na votação
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) criticou a eleição da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara dos Deputados.
A indicação do Psol recebeu 11 votos favoráveis e 10 votos em branco. Por acordo entre os líderes partidários, a legenda ficou com o comando do colegiado por mais um ano. Erika sucede a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) no posto.
Em postagem no X, Zanatta afirmou que a eleição representa uma “derrota para as mulheres na semana da mulher”.
“As mulheres articularam muito bem para derrubar a indicação de Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. Na primeira votação conseguimos ganhar, pois teve mais votos em branco do que na chapa apresentada pelo PSOL. Na segunda votação, que a estratégia era não dar quórum o deputado Otoni de Paula e Sérgio Santos votaram (independente se votaram na chapa ou não) e acabaram com nossa estratégia, pois eles ajudaram no quórum. Derrota para as mulheres na semana da mulher. Ano que vem vamos indicar o Sargento Fahur para presidir a comissão das mulheres.”
Também nas redes, Érika Hilton celebrou sua eleição para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
“Hoje, sob protestos dos LGBTfóbicos e dos defensores do PL do Estupro, do PDL da Pedofilia e dos red pills, assumi a presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados. Assumir essa presidência é uma responsabilidade gigantesca”, escreveu Erika no X.
“Assumir-la incomodando essa trupe nojenta e odiosa demonstra a gravidade da situação em que nosso país se encontra. Estamos em uma onda de feminicídios, a misoginia não para de crescer, o judiciário está relativizando o estupro de vulnerável e a pedofilia, entre tantos outros”.
A comissão debate e vota temas como incentivo e fiscalização de programas de apoio às mulheres chefes de família monoparentais; monitoramento da saúde materno-infantil e neonatal, dos programas de apoio a mulheres em estado puerperal, em especial nas regiões mais carentes do Brasil; monitoramento das condições de trabalho, em especial da mulher do campo; e incentivo à conscientização da imagem da mulher na sociedade.
Leia mais: Erika Hilton é eleita presidente da Comissão da Mulher na Câmara
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