Derrite se emociona em homenagem a policiais mortos no Rio: “São super-heróis”
Durante sessão solene na Câmara, deputado chorou ao lembrar de entrega da bandeira nacional a familiares de sargento do Bope
O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) se emocionou durante sessão solene na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 12, em homenagem aos quatro policiais mortos na megaoperação realizada pelas polícias Civil e Militar, em 28 de outubro, nas favelas da Penha e do Alemão.
Segundo Derrite, os policiais do Rio de Janeiro são “super-heróis”.
“Os policiais são heróis no Brasil. Exceto os policiais do Rio de Janeiro. Os policiais do Rio de Janeiro são super-heróis, que enfrentam uma realidade única — um enfrentamento que nem na guerra do Iraque tem a quantidade de feridos e mortos. É a única profissão do mundo em que esses heróis, ao ingressarem na instituição, fazem o juramento, perante a bandeira nacional, de entregar e sacrificar a própria vida em defesa da população.”
Derrite chorou ao lembrar da cena em que o Secretário da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Marcelo de Menezes, abraçava e entregava uma bandeira aos familiares de Heber Carvalho da Fonseca, sargento do Bope (Batalhão Operações Policiais Especiais), durante o funeral do agente tombado na operação.
“Dezoito anos de serviço ativo na Polícia Militar. É o momento mais duro, e eu vi, coronel [Menezes, secretário de Polícia Militar do Rio], o senhor entregando a bandeira brasileira ao familiar. [Derrite chora e é aplaudido] Para muitos, isso aqui é um pedaço de pano. As pessoas não sabem qual é o peso de entregar uma bandeira nacional para uma menina de dez anos. Eu sei, o senhor sabe. A gente tem que lutar por eles. Eles não podem ser esquecidos nunca. Deus abençoe a todos“, concluiu o deputado.
A sessão contou com a presença dos secretários Menezes, da Polícia Militar do Rio, Felipe Curi, da Polícia Civil e Victor Santos, de Segurança Pública.
Além de Heber, outros três agentes perderam a vida:
- Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos;
- Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, recém-promovido a chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita);
- Cleiton Searafim Gonçalves, policial do Bope.
Leia mais: Coronel da PM nega “chacina” e abraça família de sargento morto
Leia também: Dez policiais seguem internados após megaoperação no Rio
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Marian
12.11.2025 23:27Os blindados poderiam ter evitado a perda desses heróis.