Derrite entrega futuro nas mãos de Tarcísio
Nome do secretário de Segurança é apontado como um dos favoritos para o Senado Federal
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou nesta terça-feira, 10, que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decidirá sobre uma eventual saída antecipada do cargo.
“A regra geral é que fico até o final de março para voltar [à Câmara] o ano que vem só”, disse Derrite em cerimônia de formatura de soldados da Polícia Militar.
“Não houve recuo nenhum. Na verdade, se o governador estivesse descontente, eu poderia sair hoje. A decisão é dele. Ou se eu estivesse descontente poderia voltar para a Câmara. Isso não está decidido. Regra geral, fico até março [na secretaria]”, continuou.
Derrite, que é apontado como um dos nomes favoritos para concorrer ao Senado Federal, admitiu ter pensado na hipótese de deixar o governo em dezembro deste ano.
“Isso foi uma possibilidade que eu mesmo aventei, mais por uma questão pessoal do que do trabalho. Mas o que o governador Tarcísio definir e se for pedido dele eu ficar até o final, vou ficar sem problema nenhum”, afirmou.
“Eu acho que tenho muito a colaborar lá por ser parlamentar e a legitimidade de estar na maior secretaria de segurança pública do país. Agora posso fazer isso também acumulando a função de secretário sem problema nenhum”, acrescentou.
Ao lado do secretário, o governador Tarcísio fez elogios ao trabalho de Derrite: “Estou muito satisfeito, se depender de mim o Derrite fica até o final do período de descompatibilização.”
De volta ao PP
Em 1º de abril, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, anunciou o retorno de Derrite à sigla.
“Hoje é dia de muita alegria para mim e para toda a família Progressistas. Guilherme Derrite vai voltar para nossa casa. Sou imensamente grato aos amigos Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro pelo ato de grandeza e generosidade ao liberarem o retorno do nosso querido Derrite ao Progressistas”, escreveu o senador no X.
Derrite se filiou ao PL em 2022, antes das eleições daquele ano, quando foi reeleito deputado federal por São Paulo.
Antes disso, ele era filiado ao PP, partido pelo se elegeu em sua primeira candidatura à Câmara dos Deputados, em 2018.
Em 2026, cada estado irá eleger dois senadores.
O PL, de Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro, deve lançar como candidato o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro.
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