Deputado quer equiparar milícias a organizações terroristas
A proposta, de autoria do deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), altera a Lei Antiterrorismo - 13.260/2016
A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que amplia a definição de terrorismo e prevê a possibilidade de enquadrar facções criminosas, milícias e grupos armados como organizações terroristas. A medida valerá para casos em que essas entidades busquem influenciar eleições ou infiltrar agentes no poder público.
A proposta, de autoria do deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), altera a Lei Antiterrorismo (13.260/2016). O texto inclui como terrorismo a tentativa de substituir a autoridade do Estado por meio de poder paralelo, inclusive por candidaturas financiadas por organizações criminosas.
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“Não é mais apenas uma questão de segurança pública. É uma ameaça direta à democracia. Quando uma facção tenta eleger seus representantes ou coagir eleitores, está praticando terrorismo institucional”, afirmou Sanderson na proposta.
O projeto prevê que práticas como financiamento ilícito de campanhas, candidaturas de integrantes ou aliados de facções, coação de eleitores e uso de mandatos para favorecer interesses criminosos passem a ser enquadradas como terrorismo.
A proposta também elimina a exigência atual de motivação política, ideológica ou religiosa, ampliando o conceito para atos que atinjam a ordem pública, a segurança nacional, a estabilidade democrática ou o Estado de Direito.
Reconhecimento automático
Pelo texto, facções e milícias poderão ser classificadas automaticamente como organizações terroristas. Para isso, bastará a existência de sentenças judiciais, inquéritos ou investigações formais, sem necessidade de ato do Executivo.
“O Estado precisa de instrumentos jurídicos eficazes para combater o crime organizado em todas as suas formas — inclusive quando ele veste terno e disputa eleições”, disse o parlamentar.
A lei passaria a se aplicar não apenas a autores diretos de atos de terrorismo, mas também a financiadores, colaboradores e simpatizantes de grupos enquadrados.
O projeto foi apresentado em um momento de maior debate sobre a infiltração do crime organizado na política, sobretudo em regiões dominadas por facções e milícias. O texto cita experiências internacionais, como a de El Salvador, onde grupos armados foram classificados como terroristas.
O PL 4.708/2025 aguarda análise nas comissões da Câmara.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
30.09.2025 08:02Boa sorte. Precisamos deter o crescimento das facções, Ainda que sejam vistos pela esquerda como heróis que defendem a favela dos maldosos policiais.