Deputado quer CPI para investigar fraude entre Banco Master e BRB
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) começou a coletar assinaturas para criação do colegiado após a deflagração da Operação Compliance Zero
O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) anunciou na terça-feira, 18, que está coletando assinaturas para um requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o Banco Regional de Brasília (BRB).
O parlamentar ressalta que, conforme estimativas preliminares da Polícia Federal (PF), os prejuízos podem ultrapassar 12,2 bilhões de reais.
A coleta de assinaturas teve início após a deflagração da Operação Compliance Zero pela PF, no âmbito da qual foi preso o dono do Master, Daniel Vorcaro, e outras seis pessoas, e houve o afastamento da diretoria do BRB. Rollemberg pontua que, de acordo com a corporação, o esquema envolvia fundos fraudulentos, contratos falsificados e ativos fictícios, com indícios de tentativa de repasse dos prejuízos ao banco público.
Ainda conforme as investigações, a movimentação financeira irregular coincidiu com a negociação para que o BRB adquirisse o Master.
“O Parlamento precisa cumprir seu papel constitucional de fiscalizar e proteger o interesse público. A CPI é necessária para apurar a fundo essas irregularidades, identificar os responsáveis e propor mudanças legislativas que fortaleçam o sistema financeiro nacional”, afirmou Rollemberg.
De acordo com o parlamentar, a gravidade do caso exige uma resposta institucional firme: “Estamos falando da aposentadoria de milhares de trabalhadores, da estabilidade do sistema financeiro e da credibilidade das instituições. O Congresso não pode se omitir”.
Para ser protocolado, um requerimento de criação de CPI precisa de pelo menos 171 assinaturas. Depois de ser apresentado, a criação do colegiado só ocorre se o presidente da Casa fizer a leitura do pedido em sessão do plenário.
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito tem poderes de investigação equiparados aos das autoridades judiciais, como determinar diligências, ouvir indiciados e inquirir testemunhas.
A de Daniel Vorcaro, na manhã de terça-feira, pegou o mundo político de surpresa. E o pior: acendeu um grande alerta entre parlamentares do Centrão. O medo agora atende pela seguinte expressão: delação premiada.
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Comentários (1)
Olinha
19.11.2025 11:43Ao puxar esse “banqueiro” vai sair muita galinha gorda dessa lama. Esperamos pelo 01 da delação!