Deputado quer convocar “marqueteiro do PT” para depor na CPMI do INSS
Na avaliação de coronel Chrisóstomo há indícios de que recursos públicos foram utilizados para financiar eventos promovidos por sindicatos
Durante reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), realizada nessa quinta-feira, 5, o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RR) defendeu a convocação do “marqueteiro do PT” para prestar esclarecimentos à comissão.
O parlamentar se refere ao ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira. Na avaliação do parlamentar, há indícios de que recursos públicos possam estar sendo utilizados para financiar ações de comunicação e eventos promovidos por sindicatos ligados aos desvios de recursos investigados pela CPMI, enquanto milhares de aposentados e de pensionistas são prejudicados:
“Quero a convocação do marqueteiro do PT, porque, hoje, há dinheiro irrigando eventos de sindicatos. Se verba pública está sendo usada para financiar eventos, enquanto aposentados são roubados, isso precisa ser esclarecido. Não é perseguição, é investigação”, afirmou o deputado.
Chrisóstomo também defendeu a ampliação das apurações, incluindo o Ministério das Comunicações, argumentando que é necessário esclarecer se há uso indevido de recursos federais para sustentar estruturas sindicais ligadas a grupos políticos.
Sidônio é apontado como responsável por indicações
Ao justificar o pedido de convocação do marqueteiro do PT, Chrisóstomo também citou problemas estruturais em seu estado, Rondônia, relacionando a falta de investimentos básicos à má gestão de recursos públicos:
“Em Guajará-Mirim, no meu estado, um barco virado no rio há meses, quilombolas passando dificuldades, porque o transporte não funciona. Não dá para Rondônia ficar à mercê do INSS, enquanto o dinheiro público pode estar indo para outros fins”, declarou.
A manifestação do deputado ocorreu durante o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, à CPMI, diante das denúncias de fraudes, especialmente envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Waller Júnior, em seu depoimento, reconheceu falhas operacionais no órgão e destacou que ações de revisão, auditoria e bloqueio de práticas irregulares estão em andamento.
Parlamentares da oposição, no entanto, cobraram explicações mais detalhadas sobre a fiscalização de entidades conveniadas, o papel dos sindicatos no sistema de descontos e a responsabilização de envolvidos nos esquemas investigados.
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