Deputado pede que PGR investigue Eduardo Bueno por vídeo sobre morte de Charlie Kirk
A iniciativa ocorreu após declarações públicas em que o historiador comemorou o assassinato do ativista norte-americano
O deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) pediu à Procuradoria-Geral da República a abertura de investigação criminal sobre a conduta do jornalista e historiador Eduardo Bueno.
A iniciativa ocorreu após declarações públicas em que Bueno comemorou o assassinato do ativista norte-americano Charlie Kirk (foto), morto em 10 de setembro no campus da Universidade de Utah Valley, nos Estados Unidos.
Em vídeo publicado nas redes sociais e depois removido pelo Instagram, o jornalista ironizou a morte de Kirk e fez referências consideradas ofensivas às filhas da vítima. Após a exclusão, ele voltou às plataformas para criticar a repercussão e acusar as empresas de censura.
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A fala gerou reação negativa. A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) cancelou um evento com Bueno e divulgou nota na qual repudiou manifestações contrárias à vida e à dignidade humana.
No pedido enviado à PGR, Sanderson afirma que as declarações podem configurar apologia ao crime e incitação à violência, previstos no Código Penal. Para ele, o discurso “ultrapassa os limites da liberdade de expressão, um direito fundamental que deve respeitar a dignidade humana e a ordem pública”.
Bueno tem mais de 1,5 milhão de inscritos no YouTube e centenas de milhares de seguidores em outras plataformas. O deputado argumenta que esse alcance amplia a gravidade das declarações e solicitou a preservação das provas junto às redes sociais.
“Após a remoção do vídeo, Eduardo Bueno retornou às redes sociais para ironizar a reação pública e reclamar de suposta censura, ainda que reconhecendo que a plataforma tem liberdade para excluir conteúdos que infrinjam suas diretrizes”, disse o parlamentar no pedido de investigação encaminhado à PGR.
“As declarações de Eduardo Bueno não se limitaram a uma crítica política ou ideológica, mas consistiram em uma clara manifestação de escárnio e celebração de uma morte violenta, proferida com deboche e zombaria, inclusive em relação aos filhos menores da vítima”, acrescentou ele.
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