Deputado pede investigação sobre "laranja" em presídio Deputado pede investigação sobre "laranja" em presídio
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Deputado pede investigação sobre ‘laranja’ em presídio de Mossoró

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Wilson Lima
3 minutos de leitura 21.02.2024 17:38 comentários
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Deputado pede investigação sobre ‘laranja’ em presídio de Mossoró

O deputado Sanderson pede ao TCU e à PGR que investiguem a empresa responsável por obras dentro do presidio federal de Mossoró

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Deputado pede investigação sobre ‘laranja’ em presídio de Mossoró
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado federal Sanderson (PL-RS) enviou um ofício ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando apuração sobre o dono laranja da empresa que realiza obras na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, de onde dois criminosos, ligados ao Comando Vermelho, fugiram na semana passada.

No ofício, a que O Antagonista teve acesso, Sanderson diz:

Cumprimentando-o cordialmente, sirvo-me do presente para solicitar a Vossa Excelência os bons préstimos no sentido determinar a abertura de investigação para apurar, em toda sua extensão, a contratação de empresa possivelmente ‘laranja’, que teria sido utilizada para a realização de obras na Penitenciária Federal de Mossoró/RN, casa prisional federal que no último dia 14 de fevereiro, registrou a primeira fuga do sistema penitenciário federal.

Conforme consta em notícia veiculada na imprensa brasileira, a empresa contratada para a realização de obras na Penitenciária Federal de Mossoró/RN tem como proprietário um indivíduo que não teria lastro econômico para titular a mencionada empresa, residindo em região humilde localizada na periferia de Brasília. Também teria sido beneficiário de auxílio emergencial, não obstante a referida empresa, R7 Facilities, tenha tido, em tese, um faturamento anual de R$ 195 milhões.

Um ‘laranja’ nas obras do presídio federal de Mossoró?

governo federal contratou uma empresa para realizar obras de manutenção dentro do presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, que, segundo reportagem do Estadão, está em nome de um laranja.

A empresa em questão, chamada R7 Facilities, tem um faturamento anual de 195 milhões de reais, mas seu proprietário, registrado oficialmente, é um beneficiário do auxílio emergencial que mora na periferia de Brasília.

Contrato assinado pelo governo federal

O contrato foi assinado em abril de 2022, durante a gestão de Anderson Torres no Ministério da Justiça do governo Bolsonaro, e prorrogado em abril de 2023, já na gestão de Flávio Dino, do governo Lula.

Curiosamente, os contratos foram firmados pelos setores responsáveis pelos presídios no Ministério, sem a participação direta dos ex-titulares da pasta.

Segundo o jornal paulistano, há suspeitas de que uma das reformas realizadas tenha facilitado a fuga dos presos Rogério da Silva Mendonça, conhecido como Tatu, e Deibson Cabral Nascimento, o Deisinho, ligados ao Comando Vermelho, embora não tenha sido determinado qual obra especificamente teria contribuído para que eles conseguissem fugir.

O ex-dono também era um laranja

A situação se complica ainda mais com a revelação de que a empresa já teve outro “testa de ferro” como proprietário antes de Gildenilson. Wesley Fernandes Camilo, bombeiro civil, assinou o contrato com o antigo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), atual Senappen, em 2022, e depois repassou a empresa para Gildenilson. Atualmente, Wesley trabalha como brigadista em um hospital particular de Brasília.

Segundo o Estadão, contratos como o da R7 Facilities são comuns na administração de presídios, permitindo que empresas realizem a manutenção periódica sem a necessidade de licitações frequentes. No entanto, é fundamental garantir que as empresas contratadas estejam regularmente constituídas e cumpram todas as exigências.

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Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.

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