Deputado ironiza atuação de Dino no STF em caso dos ‘áudios vazados’
Pelos áudios, o grupo afirma que poderia exercer influência sobre ações relatadas no âmbito do STF pelo ministro
O deputado estadual Iglesio Moisés (PRTB, foto) ironizou, em entrevista à TV Mirante, afiliada da TV Globo no Maranhão, a atuação do ministro do STF Flávio Dino no caso dos áudios vazados que sugerem uma conspiração orquestrada pelos deputados federais Márcio Jerry (PCdoB) e Rubens Júnior (PT) – vice-líder do governo Lula na Câmara – para manter no poder o grupo que deu sustentação a Dino.
Como mostramos há aproximadamente duas semanas, a tramoia envolveria uma suposta chantagem de aliados do ex-governador: além de Jerry e Júnior, também estaria envolvido o ex-número 3 do Ministério da Justiça na gestão de Dino, Diego Galdino.
Pelos áudios, o grupo afirma que poderia exercer influência sobre ações relatadas no âmbito do STF pelo ministro e embaraçar o atual governador Carlos Brandão (PSB). Dino negou qualquer envolvimento no episódio ou com os parlamentares.
Durante entrevista concedida na quarta-feira, Iglesio Moisés, que revelou os áudios, cobrou do ministro um pedido de abertura de investigação contra os deputados que supostamente usaram o nome do magistrado para tentar influenciar em acordos políticos no Estado.
Rocambole x influência política de Dino
Segundo o parlamentar, os áudios e prints divulgados mostram um esquema de chantagem política, em que nomes próximos ao ministro teriam condicionado apoio a indicações e decisões estratégicas do governo estadual em Colinas e Barreirinhas, em troca de “esquecer” processos que tramitam no STF.
“O ministro processa quem o chama de gordo ou de rocambole, mas não processa quem usa seu nome para obter vantagem política”, declarou ele. “O silêncio de Flávio Dino revela muito mais do que qualquer reação judicial”, acrescentou.
Na época, do vazamento dos áudios, o ministro do STF, por meio de sua assessoria, afirmou que “não atua em assuntos estritamente políticos” e negou veementemente qualquer possibilidade de ser influenciado por querelas locais.
“É impossível manifestar-se sobre gravações telefônicas de terceiros, de origem desconhecida e produzidas em datas não informadas. Sobre processos judiciais distribuídos pela presidência do STF ao ministro Flávio Dino, as manifestações são exclusivamente nos autos, como manda a lei”, afirmou a assessoria do ministro.
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Comentários (1)
ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO
07.11.2025 09:59Atualmente o pau que dá em Chico não dá em Francisco.