Deputado do PT que invadiu igreja nega ligação com Marcinho VP
Um perfil do traficante do Comando Vermelho, administrado por terceiros no Instagram, publicou uma foto de Renato Freitas com um livro assinado pelo criminoso
O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR), que liderou a invasão da Igreja do Rosário, no centro de Curitiba, em fevereiro de 2022, negou que tenha ligação com o Comando Vermelho (CV) ou com o traficante Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, apesar da foto com o livro do criminoso.
Como registrou o Metrópoles, o petista tirou uma fotografia segurando o livro A Cor da Lei, o quarto assinado por Marcinho VP.
Um perfil do traficante, com 137 mil seguidores e administrado por terceiros no Instagram, publicou a imagem.
Ao portal, Renato Freitas negou que conheça o traficante do Comando Vermelho e que tenha ligação com a facção criminosa.
“O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) foi a Paraty (RJ) à convite da Flip Preta, mostra paralela à Feira Literária Internacional (Flip Oficial), para fazer uma palestra. Ele participou da mesa de abertura da Flip Preta.
Quando em único momento foi à Flip Oficial, conhecer o Centro Histórico de Paraty e a feira, tirou fotos com centenas de pessoas que admiram sua atuação política. Cada pessoa trazia seu livro, de sua editora, de seu familiar ou autor preferido. Uma dessas fotos foi com Renato segurando o livro de Marcinho VP.
O título da nota da coluna [do Metrópoles] não é verdadeiro. Renato não foi ‘a evento de livro de Marcinho VP’.
A foto foi tirada por uma pessoa que admira o trabalho de Renato na luta pela dignidade e direitos humanos poderia ter sido publicada em qualquer lugar.
Em resumo, Renato não tem ligação com o Comando Vermelho, não conhece Marcinho VP e ainda não leu o livro dele.”
Suspensão de mandato
O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou em julho a suspensão por um mês do mandato do deputado estadual Renato Freitas (PT).
O petista é acusado de incitar e facilitar a entrada de manifestantes que depredaram a sede da assembleia em junho de 2024.
A suspensão do mandato ainda depende de aprovação da Comissão de Constituição e Justiça e do Plenário da Alep.
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Comentários (2)
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
04.08.2025 12:01Esse já foi salvo uma vez pelo Barroso, mas continua flertando com o perigo. Tem tudo para não acabar bem.
Fabio B
04.08.2025 09:22Todo mundo sabe da relação cabulosa do PT, PSOL e demais satélites da esquerda com essas facções criminosas. Não faltam fotos, encontros, e principalmente pautas que esses agentes defendem em conjunto.