Deputado acusa PGR de agir como “fantoche do STF” no caso Master
Carlos Jordy critica Gonet e cobra investigação sobre Dias Toffoli
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) criticou a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) após a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, o órgão não pode atuar como “mero fantoche do STF”.
O parlamentar afirmou que a mudança na condução do caso levanta dúvidas sobre a independência das investigações. Segundo o deputado, a substituição teria ocorrido por meio de um entendimento interno para preservar o ministro. “Gonet não pediu a suspeição de Toffoli. O que vimos foi um acordo para oferecer ao ministro uma ‘saída honrosa’ da relatoria do caso Master”, declarou.
Jordy também questionou se eventuais irregularidades atribuídas ao magistrado serão investigadas. “Mas e os possíveis crimes cometidos por Toffoli? Ficarão sem investigação?”, afirmou.
A relatoria do inquérito foi redistribuída após Toffoli deixar o processo no mesmo dia em que ministros do STF tiveram acesso a um relatório da Polícia Federal que menciona o nome do magistrado em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O conteúdo permanece sob sigilo.
O ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator da investigação, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo a instituição financeira.
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Comentários (1)
Clayton de Souza Pontes
13.02.2026 11:38O Mendonça deveria derrubar o sigilo desse inquérito. Toffoli e Moraes têm muito a explicar