Deputada vai tentar barrar censura aos “desenhos bíblicos” da Record
Júlia Zanatta (PL-SC) vai apresentar um projeto de decreto legislativo e um requerimento para solicitar explicações ao governo Lula
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) vai apresentar um projeto de decreto legislativo para tentar sustar a portaria do Ministério da Justiça (MJ) que alterou a classificação indicativa dos “Desenhos Bíblicos”, exibido pela Record. Agora, o desenho, que descreve a vida de Jesus Cristo, só pode ser exibido às 20h.
O governo Lula considerou que a atração é recomendada apenas para jovens com mais de 12 anos.
Como mostramos, a mudança consta de portaria publicada em 28 de outubro pela Coordenação-Geral de Políticas de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça – três dias após a reeleição do Lula, em segundo turno.

Antes da alteração, a produção tinha classificação pretendida como livre. Na justificativa, o órgão relacionou quatro descritores de conteúdo: atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito.
A classificação indicativa é atribuída pelo Ministério da Justiça com base em normas do próprio governo.
Além de tentar sustar a portaria do Ministério da Justiça, a parlamentar também vai apresentar um requerimento de informações à pasta para esclarecer por quais motivos houve essa mudança de classificação indicativa do desenho animado.
“A perseguição à Bíblia chegou à classificação indicativa do governo Lula: desenhos bíblicos da Record Kids, exibidos há mais de 20 anos, agora são considerados impróprios para menores de 12 anos”, disse a parlamentar pelas redes sociais.
“Davi matou Golias, Caim matou Abel e José foi vendido pelos irmãos. Histórias que ensinam sobre o pecado, suas consequências, a justiça e a redenção. Os mesmos que acham que a Bíblia representa um perigo para as crianças, defendem ideologia de gênero nas escolas”, acrescentou a deputada.
“Como mãe e deputada, vou cobrar explicações. Quem educa nossos filhos são os pais, não o governo”, pontuou.
A repercussão negativa da alteração da classificação indicativa
Como registrou Crusoé, o líder do PL na Câmara e integrante da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) no Congresso, também conhecida como bancada da Bíblia, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), também reclamou da elevação da classificação indicativa do programa Record Kids.
“AGORA ATÉ DESENHO BÍBLICO VIROU PROBLEMA PARA O REGIME LULA!
O Ministério da Justiça elevou de livre para 12 anos a classificação indicativa do programa Record Kids: Desenhos Bíblicos, exibido nas manhãs de domingo pela Record.
A justificativa? Conteúdos relacionados a atos criminosos, drogas lícitas, violência e preconceito.
Estamos falando de animações que apresentam histórias bíblicas e ensinamentos que fazem parte da formação religiosa de milhões de famílias brasileiras.
É legítimo proteger nossas crianças. Mas também é legítimo questionar os critérios utilizados pelo Estado quando uma programação religiosa infantil passa a receber uma classificação mais restritiva.
Desde quando ensinar histórias da Bíblia se tornou algo inadequado para crianças?
Como deputado federal e defensor da liberdade religiosa, considero essa decisão preocupante e defendo que seus fundamentos sejam esclarecidos com transparência“.
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Comentários (1)
Marian
02.11.2026 12:13Seria mais produtivo haver preocupação em verificar se há tráfico dentro das universidades e nas escolas. E aquela dancinha numa solenidade do ministério da saúde, como ficou?