Deputada do PT recusa acordo e segue detida em Israel
Luizianne Lins estava entre os tripulantes da flotilha Global Sumud, interceptada na última quinta-feira
A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) segue detida na prisão de Ketziot, no deserto de Negev, após a interceptação da flotilha Global Sumud. Segundo a assessoria da parlamentar, Luizianne se recusou a assinar um documento de deportação acelerada oferecido por Israel, por considerar os termos “abusivos”.
Em nota, a equipe de Luizianne afirmou que a decisão foi tomada em solidariedade aos demais brasileiros detidos que também rejeitaram o procedimento.
“Por sua trajetória na defesa dos direitos humanos, entendeu que sua responsabilidade ia além de sua própria situação — estando em solidariedade e unidade com os demais membros da delegação brasileira que não assinaram o documento”, diz o comunicado.
As audiências judiciais que analisam as prisões ocorreram neste sábado, 4.
Além de Luizianne, outros brasileiros fazem parte da delegação detida, como o ativista Thiago Ávila, a vereadora Mariana Conti (PSOL), de Campinas, e a presidente do PSOL no Rio Grande do Sul, Gabi Tolotti.
Parte dos ativistas iniciou uma greve de fome em protesto. Estão entre eles os brasileiros Thiago Ávila, João Aguiar, Bruno Gilga e Ariadne Telles.
Já o professor Nicolas Calabrese, também integrante da missão e militante do PSOL, foi deportado para a Turquia.
Israel afirmou que os barcos da chamada Flotilha Global Sumud tentaram romper o bloqueio marítimo imposto à Faixa de Gaza, após ordem do Exército para que mudassem a rota. Além de brasileiros, estavam a bordo ativistas de outros países, como a sueca Greta Thunberg.
Leia mais: Israel deporta 137 ativistas da flotilha para a Turquia
Novo “iate das selfies”
A flotilha Global Sumud é uma frota de 47 embarcações civis que partiu da Espanha para levar ajuda humanitária à Gaza.
O comboio contava com ativistas como a sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila, proibido de retornar ao território israelense por 100 anos.
Essas flotilhas foram batizadas inicialmente pelo governo israelense de “iates das selfies”, uma vez que servem de palanque para ativistas se projetarem nas redes sociais e ganharem seguidores.
Provocação
Antes de interceptar a flotilha, o governo israelense ofereceu uma alternativa pacífica aos ativistas.
A proposta, no entanto, foi recusada.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, o propósito da flotilha “Hamas-Sumud” é a “provocação”.
“O único propósito da flotilha Hamas-Sumud é a provocação. Israel, Itália, Grécia e o Patriarcado Latino de Jerusalém ofereceram e continuam a oferecer à flotilha uma maneira de entregar pacificamente qualquer ajuda que pudessem ter a Gaza.
A flotilha recusou porque não está interessada em ajuda, mas sim em provocação. A Marinha israelense entrou em contato com a flotilha Hamas-Sumud e pediu que mudassem de curso. Israel informou à flotilha que está se aproximando de uma zona de combate ativa e violando um bloqueio naval legal. Israel reiterou a oferta de transferir qualquer ajuda pacificamente por canais seguros para Gaza.”Leia mais: Crusoé: Itamaraty “deplora” operação de Israel contra flotilha
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Comentários (6)
Jorge Irineu Hosang
05.10.2025 08:18Essa é a trupe dos extremistas aloprados que só querem causar na internet. Os "Guerreiros das Redes Sociais". Esses extremistas parecem até o roteiro daquela novela "Celebridade" onde alguns personagens faziam de tudo para aparecer, ali é gente que vai da direita pra esquerda sem a menor vergonha, porque o que querem é aparecer. Sobre a deputada, tem que cassar ela, por estar no exercício do mandato se envolvendo em questões que afetam a diplomacia brasileira, assim como tem que fazer o mesmo com Dudu Bananinha. Essa gente extrema tem que ser varrida da política. Está na hora de parar de passar a mão na cabeça desses desvairados e apresentar-lhes o outro lado da moeda.
MARCEL SILVIO HIRSCH
05.10.2025 07:22Luizianne Lins é ridícula como a grande maioria dos petistas.
Fabio B
05.10.2025 05:54Eu não sei se esse estrupício estava licenciada ou se usou somente recursos privados, mas se tiver um pingo de dinheiro público e se não estiver licenciada do cargo que ocupa, deveria ser cassada.
Marian
04.10.2025 22:14Não quer ser deportada por ter invadido um país? Então fique por lá.
Emerson
04.10.2025 21:19E os direitos humanos dos reféns do Hamas ?
Claudemir Silvestre
04.10.2025 20:08A pessoa invade um país ilegalmente, com dinheiro público porque como deputada deveria estar trabalhando em Brasilia e ai da faz exigências !!! Tipico dos ESQUERDISTAS … gostam de causar, desrespeitar leis e impor suas ideologias !!!